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Aylin Yildiz

Aylin na Festa da Quinta

Conto erótico orgia na festaGrupo10 min de leitura

Um conto de Aylin Yildiz

Aylin entra numa festa numa quinta fora de Cascais onde as portas já não fecham. Duarte está lá e a casa está cheia de gente que a reconhece da campanha. Ela vai para o meio sem pedir um quarto só para si.

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A quinta particular abria as janelas para a noite de primavera como se Cascais ficasse longe demais para qualquer discrição. Eu cheguei com Aylin Yildiz pelo caminho de seixos claros, ela com vinte e quatro anos e o vestido preto colado ao corpo esguio e tonificado, eu com trinta e quatro e as mãos vazias de câmera pela primeira vez em semanas. A campanha de Lisboa ainda fazia com que rostos se virassem quando ela atravessava uma sala, e aquela casa estava cheia de gente que a reconhecia sem precisar do nome. Ela não pediu um quarto só para si. Entrou para o meio das vozes e dos copos, os cabelos castanho-escuros soltos nas costas, e eu a segui porque a aposta dela era se perder em muitos corpos e a minha era não deixar que isso a apagasse.

As portas internas já não fechavam. No vão da sala menor, Inês, vinte e nove anos, gemia de quatro sobre um tapete claro, a saia amassada na cintura, enquanto Miguel, trinta e um, segurava os quadris dela e enfiava o pau com uma lentidão que só existia porque a porta estava aberta de propósito. Rafael tinha vinte e oito anos e Joana trinta e dois, e os dois olhavam da soleira com a intimidade de quem já tinha decidido entrar. Aylin parou. Eu senti o ombro dela encostar no meu e o calor subiu imediato, grosso, sem nenhuma metáfora para suavizar o que os dois queríamos ver.

«Você está vendo o mesmo que eu?», ela perguntou, a frase subindo no fim, e o tom brincava com a pergunta para saber se eu realmente escutava. Eu disse que sim. Na bolsa, o celular que ela tinha pousado de tela para baixo no estúdio ainda existia como um peso mudo, e eu não trouxe o assunto de volta.


Aylin atravessou a soleira sem pedir licença e ajoelhou no tapete entre as pernas abertas de Inês e o corpo de Miguel, como se o chão daquela casa já lhe pertencesse. Joana soltou uma risada baixa e Rafael passou a mão na nuca dela, empurrando o cabelo para o lado para que o corredor inteiro visse a boca. Eu fiquei no umbral o tempo suficiente para Aylin abrir os lábios e receber o pau de Miguel quando ele o tirou da buceta molhada de Inês e ofereceu, brilhante, direto à língua dela. Ela chupou fundo, a garganta trabalhando, os olhos cor de mel levantados não para ele, mas para mim, e aquilo me doeu no peito como um golpe que eu tinha pedido.

Miguel gemeu e empurrou mais, e Aylin deixou, as mãos nos próprios joelhos, aceitando o ritmo com uma fome que não pedia desculpa. Inês se virou, ainda ofegante, e puxou o vestido de Aylin para cima até expor a calcinha estreita. Com os dentes, Inês puxou o tecido para o lado e enterrou a boca na buceta dela, lambendo devagar e depois com pressa, dois dedos já procurando a entrada. Eu entrei. Não fechei nada. A porta continuou aberta e dois homens no corredor pararam para ver, e Aylin arqueou as costas exatamente porque estava sendo vista, o gemido abafado escorrendo ao redor do pau que ela ainda chupava.

Eu abri a calça e o meu pau já estava duro o bastante para doer contra o zíper. Aylin tirou a boca de Miguel só o tempo de virar o rosto e me pegar com a mão, puxando-me para a língua quente e molhada. Ela me chupou como se tivesse combinado aquilo com o próprio corpo, barulhenta, sem pudor, e Inês não parava de comê-la, a boca inteira aberta contra aquela buceta inchada. Miguel se ajeitou atrás de Aylin, afastou as coxas dela com os joelhos e enfiou o pau de uma vez só. Ela soltou um som contra a minha pele e eu senti o som no meu pau, a vibração, o molhado, a casa inteira escutando.


Inês saiu de baixo o bastante para que Joana se aproximasse e passasse a palma aberta pelas costas nuas de Aylin, descendo até onde Miguel entrava e saía, os dedos dela espalhando o tesão que já escorria pelas coxas. Rafael se ajoelhou do outro lado e pôs o pau na altura da boca de Aylin, esperando sem empurrar, e ela foi quem virou a cabeça e o engoliu até o meio, a saliva escorrendo no queixo enquanto eu lhe segurava o cabelo para que ela não precisasse escolher entre ver e ser vista. Havia gente demais na soleira. Um copo tilintou em algum lugar e ninguém se virou para o copo.

«Põe os dois», Aylin disse, a voz rouca, e não era um pedido tímido. Miguel saiu dela só para se reposicionar, e eu me deitei de costas no tapete para que ela montasse o meu pau com a buceta já aberta e escorregadia. Ela desceu até o fim, um gemido longo, e Rafael ficou de pé na frente, oferecendo de novo. Aylin abriu a boca e o chupou enquanto eu a fodia por baixo, as mãos nos quadris dela, sentindo cada vez que ela apertava ao redor de mim porque alguém no corredor tinha dado um passo para dentro só para olhar. Joana se abaixou e lambeu o ponto em que eu entrava em Aylin, a língua quente entre os dois corpos, e Inês riu baixo ao ver o jeito que Aylin tremia sem parar o movimento.

Eu a fodia com força o bastante para fazê-la perder o ritmo na boca de Rafael, e ela insistia mesmo assim, a baba escorrendo no queixo, os peitos pequenos balançando cada vez que eu subia os quadris. Miguel passou a mão no pescoço dela por trás, não para apertar de verdade, só para lembrá-la de quantas mãos cabiam naquela pele. Aylin gozou assim, montada em mim, a buceta pulsando em volta do meu pau, um grito partido que Rafael engoliu quando empurrou mais fundo na garganta dela. Eu não gozei ainda. Segurei. Queria o rosto dela virado para o meu quando a casa inteira a visse acabar.


Levaram-na para a sala seguinte como quem leva um copo que ainda não está vazio, e Aylin foi andando sozinha, o vestido preso na cintura, a calcinha esquecida no tapete. Rafael entrou atrás dela sem pedir e eu entrei na frente, virando-a para mim contra a mesa baixa de madeira clara. Eu a beijei na boca suja de saliva e pau, e ela beijou de volta com uma fome que complicava tudo. Rafael cuspiu na mão, alinhou o pau no cu dela e enfiou por trás de uma só vez. Aylin gemeu dentro do meu beijo e eu senti o corpo dela ser empurrado contra o meu a cada estocada.

«Me usa como eles», ela disse contra a minha boca, nomeando a coisa de lado e esperando para ver se eu ia mesmo escutar. Eu segurei o rosto dela com as duas mãos, os polegares na linha da mandíbula, e continuei beijando. Enfiei o meu pau nela pela frente o bastante para sentir o de Rafael do outro lado, a parede fina, o atrito absurdo, e Aylin ficou presa entre os dois com os olhos abertos demais. Joana e Inês olhavam da poltrona, Joana com a mão dentro da própria calça, Inês mamando o peito de Joana sem deixar de assistir. Miguel fumava no vão da porta como se aquilo fosse o intervalo de um filme que ele recusava perder.

Eu a fodia de frente e beijava a boca dela enquanto Rafael a usava por trás, fundo, constante, e Aylin escolheu não apartar os lábios. Cada vez que o beijo ameaçava quebrar num gemido, ela voltava, a língua na minha, as mãos nos meus ombros como se o resto da casa pudesse desaparecer se ela segurasse o bastante. Eu senti o perigo daquilo no peito. Se ela aceitava o beijo no meio da orgia, a noite deixava de ser só festa e o trabalho já não cobria. Ela sabia. Eu soube que ela sabia porque os olhos marejaram sem chorar, e mesmo assim a boca ficou.

«Duarte», Inês chamou da poltrona, «segura ela assim.» Eu segurei. Aylin pediu baixinho para ser só mais um corpo e eu lhe segurei a cara exatamente para que ela não conseguisse ser só isso, o polegar no lábio inferior enquanto Rafael gozava dentro dela com um grunhido e ela gozava de novo, apertada, tremendo, ainda beijando.


A casa tinha outra sala com um sofá fundo e uma lareira apagada, e foi para lá que Joana a puxou pela mão, deitando-se primeiro, o vestido no chão, as coxas abertas. Aylin olhou para mim antes de sentar no rosto de Joana, e eu acenei porque ela queria que eu visse, porque os dois queríamos aquela plateia colada na pele. Ela abaixou a buceta molhada na boca de Joana e gemeu alto quando a língua subiu até o clitóris, os quadris já rebolando com uma desfaçatez alegre que fazia Inês rir e se ajoelhar ao lado para chupar um peito. Rafael, duro outra vez, pôs o pau na boca de Aylin por cima, e ela chupou enquanto gozava sentada na cara de Joana, um gozo longo, molhado, que deixou o queixo de Joana brilhante.

Eu me ajeitei atrás, esperei Joana respirar, e enfiei o pau na buceta de Aylin por cima da língua da outra mulher, sentindo a boca de Joana lamber os dois ao mesmo tempo. Aylin choramingou no pau de Rafael e depois o trocou pelo de Miguel, um rodízio sujo, saliva e gozo antigo, e ela decidia a ordem com a mão, puxando quem quisesse, recusando o que não coubesse naquele minuto. Eu a fodia devagar para não tirar Joana do meio, e Aylin gozou outra vez com a cabeça caída para trás, os cabelos colados à nuca, pedindo mais sem formular pedido nenhum além do corpo.

Inês se meteu de lado e beijou Aylin na boca enquanto eu saía e Rafael entrava, e a troca foi visível para quem estava no corredor, um homem e uma mulher parados, masturbando-se em silêncio, exatamente o tipo de olhar que Aylin tinha vindo buscar. Ela olhou para eles de propósito, abriu mais as coxas, e eu vi o prazer atravessar o rosto dela quando percebeu que continuavam ali. O tesão dela crescia com as testemunhas. O meu também. Eu a puxei para o meu colo no fim daquele rodízio e a fiz cavalgar de frente, testa com testa, enquanto Joana lambia os ovos e Inês segurava os peitos dela para que ninguém perdesse o espetáculo.


Eles gozaram nela como a casa pedia. Miguel tirou o pau da boca dela e gozou grosso na língua, e Aylin mostrou para o corredor antes de engolir. Rafael gozou na buceta, fundo, e eu senti o excesso escorrer em volta da minha base quando voltei a entrar naquilo quente e escorregadio demais. Joana gozou com dois dedos de Inês, o grito abafado no ombro de Aylin. Eu gozei nos peitos dela por último, a porra branca nos mamilos escuros, e Aylin passou o dedo, levou à boca, e riu um riso cansado que ainda era quente.

A casa foi abrandando. Alguém baixou a música. Alguém fechou enfim uma janela contra o frio da madrugada. Aylin ficou no meu colo no sofá, nua, o gozo de três homens escorrendo dela, e eu limpei a boca dela com o polegar como se aquilo pudesse ser ternura sem consequência. Ela encostou a testa na minha e ficou assim, respirando, os olhos fechados, e eu soube que o plano de desaparecer tinha rachado no beijo da sala anterior. Inês passou, tocou o cabelo de Aylin com uma amizade suja, e foi embora descalça. Rafael e Joana sumiram para um quarto cuja porta continuava aberta. Miguel apagou a luz do corredor.

«Isto não era para ter o teu nome no meio», ela murmurou, virando o assunto para mim antes de deixar que ele pesasse nela. Eu não respondi com desculpa. Passei a mão nas costas dela, sentindo o suor esfriar, e ela deixou, os dedos dela nos meus, um aperto que não combinava com o discurso de ser só uso. A quinta cheirava a vinho e sexo e primavera úmida, e eu a vesti devagar, o vestido preto caindo torto, a calcinha perdida para sempre no tapete da primeira sala.


A casa esvaziou quase sem ruído, os últimos copos esquecidos nos parapeitos, o jardim de seixos claro demais para a hora. Aylin saiu de mão dada comigo pelo mesmo caminho por onde tínhamos entrado, os cabelos ainda úmidos na nuca, e eu senti nos dedos dela a dificuldade de admitir que a ternura tinha pesado mais do que os corpos. Ela não soltou. Eu também não. No carro, ela encostou a cabeça no vidro e ficou quieta o bastante para que eu entendesse que já não conseguia fingir que a noite tinha sido só uso, e que isso lhe custava exatamente porque tinha funcionado.

De manhã, na cozinha clara de uma casa que não era set nenhum, eu falei de uma praia na Comporta onde o bar fecha tarde e a areia fica quase vazia depois da meia-noite. Aylin partiu o pão com as mãos, os olhos cor de mel ainda inchados de pouco sono, e ouviu até o fim sem interromper. Depois olhou para o celular pousado de tela para baixo ao lado da jarra e disse, com aquela calma que desviava o peso para o que eu ia fazer com a frase, que desta vez não levava o celular.