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Aylin Yildiz

Aylin na Areia de Comporta

Sexo grupal na praiaGrupo10 min de leitura

Um conto de Aylin Yildiz

Aylin desce à praia de Comporta de noite com Duarte e dois homens do bar. A areia está vazia. Ela não leva o telemóvel.

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O bar da praia fechou quase sem anúncio, as luzes internas apagadas de uma só vez, e nós quatro saímos para a areia ainda morna da primavera na Comporta. Aylin Yildiz vinha à minha frente, os vinte e quatro anos nela visíveis na maneira como caminhava descalça, o vestido curto preso entre os dedos como se o tecido pudesse voar com o vento. Tiago, trinta anos e o sorriso largo de quem trabalha no bar desde o início da temporada, vinha ao meu lado com as mãos nos bolsos. André, vinte e seis, mais quieto, trazia as nossas camisas enroladas no braço. A ternura da festa ainda estava nela, aquela vontade de ser vista sem ser especial, e eu sentia isso no modo como ela não olhava para trás. Ela não tinha trazido o celular. Disse isso sem drama, só um fato, e o fato pesava mais do que qualquer pose.

A praia estava vazia até onde a vista alcançava. A água batia baixa, a rebentação quase sem força, e o céu ainda não tinha decidido se ia clarear. Aylin parou na faixa úmida, virou o rosto para nós três, e o vestido subiu pelos quadris quando ela se ajoelhou na areia.

«Vocês vão ficar aí em pé o resto da noite?», perguntou, a voz baixa, sem pressa, e os olhos de mel foram de um para o outro como se já soubesse a resposta.

Eu abri o cinto. Tiago riu pelo nariz. André deixou as camisas cair. Ela puxou primeiro o meu pau para fora da cueca, a palma quente, e passou a língua na cabeça com uma lentidão que me tirou o ar. Depois virou a boca para Tiago, engoliu o comprimento dele até o nariz encostar na barriga, e saiu com um fio de saliva que brilhou no escuro. André veio em seguida. Ela o chupou com a mesma atenção, as bochechas fundas, a mão livre subindo e descendo no meu pau e no de Tiago ao mesmo tempo, passando de um para o outro como se estivesse aprendendo o gosto de cada um.

A areia grudava nos joelhos dela. O vestido ficou preso na cintura. Eu via os peitos pequenos e firmes quando ela se inclinava, os mamilos duros com o ar da madrugada, e cada vez que ela voltava a mim a língua dava uma volta lenta antes de descer até o fundo da garganta. Tiago gemeu alto demais para uma praia, mesmo vazia. André passou a mão no cabelo dela e segurou ali, não para forçar, só para sentir o movimento. Ela deixou. A boca dela fazia um som molhado e constante, e eu sentia o próprio pulso bater contra os lábios dela cada vez que ela voltava.

«Assim», murmurou ela, afastando-se um segundo, a voz rouca. «Um de cada vez ainda é pouco.»


Ela ficou de quatro voltada para a água, as palmas afundadas na areia úmida, o vestido já sem função nenhuma. Eu me ajoelhei atrás dela e enfiei o pau na buceta de um só movimento, sentindo-a quente e já escorregadia, as paredes apertando como se ela tivesse esperado exatamente aquilo. Tiago se pôs à frente, ajoelhado também, e ela abriu a boca para o pau dele sem que ele pedisse. André ficou de lado, a mão no próprio pau, olhando, esperando a vez com uma paciência que eu não teria.

Eu fodi ela com o ritmo da água, fundo, as coxas batendo nas dela, e cada estocada fazia a boca dela deslizar mais no pau de Tiago. Ela gemia com a garganta ocupada, o som abafado e molhado, e as costas arqueavam quando eu acertava o ângulo. A areia entrava por baixo das unhas dela. O cheiro de sal e de sexo misturava-se no ar frio. Eu segurei os quadris dela com as duas mãos e puxei contra mim, sentindo o meu pau sumir até o saco encostar nela, e ela empurrou para trás no mesmo instante, pedindo mais sem usar palavra.

Tiago saiu da boca dela só para ela respirar, um fio de saliva ligando o lábio inferior à cabeça do pau dele, e ela disse, virando o rosto o bastante para me ver por cima do ombro:

«Não para. Quero os dois.»

André chegou mais perto. Eu saí dela só o tempo de ele se posicionar, e ele entrou com um gemido baixo, as mãos grandes nas nádegas dela, fodendo com estocadas curtas e profundas. Eu coloquei o pau de novo na boca dela. Ela me chupou enquanto André a fodia, os olhos abertos, olhando para cima, e eu via a garganta trabalhar. Tiago esperava ao lado, a mão lenta no próprio pau, o olhar fixo no ponto em que o pau de André desaparecia nela.

Trocamos outra vez. Eu voltei para a buceta, Tiago para a boca, André de novo a ver. Ela gozou a primeira vez assim, o corpo inteiro tremendo, um grito que ela não tentou engolir, o som alto o bastante para se perder na rebentação e voltar. Eu senti ela contrair em volta do meu pau em ondas, quente, molhada até escorrer pela raiz, e continuei fodendo enquanto ela gozava porque ela empurrou para trás outra vez, recusando qualquer pausa.


Ela pediu para sentar. Ajoelhada ainda, mas agora de frente para nós, tomou o pau de André na buceta primeiro, descendo até o fundo com um suspiro que veio do peito. Depois levantou, passou para o meu, e eu senti o calor dela, a lubrificação densa, o jeito como ela rodava o quadril para me ter inteiro. Tiago veio por último nessa ronda, e ela o cavalgou com as palmas nos ombros dele, os peitos ao alcance da boca dele, e ele chupou um mamilo enquanto ela subia e descia.

«Agora os dois», disse ela, e a frase saiu como se estivesse nomeando o óbvio de lado, esperando para ver se a gente tinha escutado de verdade.

Eu deitei de costas na areia. Ela se encaixou no meu pau, a buceta descendo lenta, e Tiago se ajoelhou atrás dela, a cabeça do pau dele pressionando a entrada já ocupada, tentando o espaço. Não cabia de todo, e ela riu, um riso curto, e ajustou o ângulo até ele entrar um pouco, o bastante para ela gemer com a boca aberta. André pôs o pau nos lábios dela. Ela o chupou assim, empalada nos dois, o corpo dela um ponto em que três homens cabiam ao mesmo tempo, e o gemido dela saiu alto, sem nenhum esforço de esconder.

A areia grudava nas minhas costas. O céu começava a mudar de cor, um cinza mais claro no horizonte. Eu sentia o pau de Tiago apertado contra o meu dentro dela, o atrito impossível e bom, e ela gozou de novo com os dois ali, o grito dela cortando a praia, as unhas cravadas no meu peito. André segurou o cabelo dela e fodeu a boca no ritmo do orgasmo, e ela deixou, os olhos marejados de esforço e de prazer, saliva escorrendo pelo queixo até o meu peito.

Quando Tiago saiu, eu continuei. Ela ficou de quatro outra vez. André a fodeu por trás enquanto eu punha o pau na boca dela, e Tiago se masturbava perto do rosto dela, a cabeça do pau tocando o canto da boca ocupada. Ela passava a língua de um para o outro quando eu saía, sem hierarquia, sem pose, só vontade.


Foi então que o homem apareceu.

Ele vinha pela faixa seca, um homem de jaqueta leve, o passo de quem caminha de madrugada porque não consegue dormir. Parou a uns quinze metros. Não gritou. Não se aproximou mais. Ficou.

Aylin viu. A cabeça dela estava virada para o lado, o pau de André agora na boca, o meu pau enterrado nela por trás, e os olhos dela foram até o homem e ficaram. Eu senti o corpo dela hesitar um segundo, aquele segundo em que a modelo que ela é todo dia poderia ter tapado os peitos, puxado o vestido, voltado a ser anúncio. Ela não tapou nada. Empurrou os quadris para trás contra mim, mais fundo, e tirou a boca de André só o tempo de falar, a voz firme o bastante para os três ouvirem e baixa o bastante para não ser um espetáculo para o estranho:

«Continua. Até eu gozar. Quero que ele veja.»

Eu fodi ela com tudo o que tinha. As estocadas faziam o som úmido que a praia inteira poderia ter ouvido se houvesse mais gente. André voltou à boca dela. Tiago se pôs ao lado, o pau perto do rosto dela, e ela o masturbava com a mão enquanto chupava o outro. O homem não saiu do lugar. As mãos dele estavam nos bolsos. O olhar dele estava nela, no meu pau saindo e entrando, nos peitos dela balançando, na boca ocupada.

Ela gozou à vista dele.

O orgasmo veio de baixo, das coxas, subiu pelas costas, e o grito dela foi claro, sem teatro, um som de quem não está mais controlando o ofício de si mesma. A buceta apertou o meu pau numa sequência de contrações que me fez morder o lábio para não gozar ainda. Ela tremeu tanto que os joelhos escorregaram na areia, e eu a segurei pelos quadris, continuando, porque ela tinha pedido até o fim. O homem deu um passo, só um, e parou de novo. Aylin olhou para ele com os olhos semicerrados, a boca ainda cheia, e não desviou.


Eu saí dela no último instante e gozei nos peitos, jatos quentes que escorreram entre os mamilos e desceram até a barriga. Tiago gozou na boca dela, e ela engoliu o que pôde, o resto escorrendo pelo queixo. André a fodeu mais uns instantes, as estocadas descompassadas, e gozou dentro, o corpo dele curvado sobre as costas dela, um gemido rouco contra o ombro nu. Ela ficou assim, de quatro, o sêmen de três homens nela e sobre ela, a respiração irregular, e o homem da jaqueta ainda estava lá.

Só então ele virou o rosto e seguiu o caminho, o passo um pouco mais rápido, como quem leva uma imagem embora. Aylin não se cobriu. Sentou-se na areia, as pernas abertas, o vestido um farrapo na cintura, e passou dois dedos entre os peitos, misturando o que eu tinha deixado ali, e levou os dedos à boca. Olhou para mim, depois para Tiago, depois para André.

«Duarte», disse ela. «Ele viu. E eu não voltei a ser o anúncio.»

Eu me sentei ao lado dela. A água vinha mais perto, fria nos pés. Tiago riu baixo, um riso de alívio, e André passou a camisa pelos ombros dela sem vestir de fato, só um gesto. Ela deixou a camisa cair outra vez. O céu clareava de verdade agora, uma faixa pálida acima da linha da água, e a praia começava a ter cor. Areia, pele, o brilho úmido entre as coxas dela.

Não havia câmera. Não havia como transformar aquilo em conteúdo. Eu vi o reconhecimento disso passar no rosto dela, não como arrependimento, como uma folga que doía. Pela primeira vez ela não sabia o que fazer com um corpo que já não era produto. Os ombros desceram. Os olhos de mel ficaram na água, e a mão dela procurou a minha na areia, os dedos sujos de sal e de sexo.

«Hoje tem reunião de fecho na agência», disse ela, ainda olhando o mar, a voz no mesmo tom em que tinha pedido para a gente continuar. «Desta vez eu fico depois do expediente. Sem fingir que é trabalho.»


Nós nos vestimos quando a luz já era demais para negar o dia. O vestido dela estava úmido e cheio de areia; ela o puxou para baixo mesmo assim, o tecido grudando nos peitos ainda manchados. Tiago achou as próprias calças mais acima, onde a maré não tinha chegado. André sacudiu as camisas e as distribuiu em silêncio. Eu fechei o cinto com os dedos trêmulos, o gosto dela ainda na boca, o cheiro da praia colado na pele.

Aylin caminhou na frente outra vez, descalça, os cabelos castanho-escuros soltos no vento da manhã. Não falou do homem. Não falou da câmera que não estava lá. A dúvida que eu tinha visto nela a noite toda, aquele meio-termo impossível entre ser só mais um corpo e voltar a ser o anúncio, tinha se resolvido do lado em que o ofício parte. Ela tinha se deixado ver. O corpo agora era dela de um jeito que o trabalho não sabia nomear, e isso pesava nos ombros com uma liberdade desajeitada.

Na subida de madeira para o estacionamento do bar, ela parou e olhou para trás, para a faixa onde tínhamos estado. A maré já limpava os sulcos dos joelhos. Nada restava que pudesse ser postado. Ela sorriu de lado, aquele sorriso que desvia o assunto para o outro antes de deixar o peso cair em si, e encostou o ombro no meu.

«O sítio seguinte», murmurou. «Sem câmera outra vez. Você vem.»

Eu fui. Os quatro atravessamos o estacionamento vazio no claro da manhã, e a reunião de hoje já estava no ar entre nós, não como trabalho, como a coisa que ela tinha escolhido não fingir.