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Chloe Thompson

Chloe Fora da Cerimónia

Conto erótico no casamentoTabu11 min de leitura

Um conto de Chloe Thompson

Numa quinta em Sintra, Chloe Thompson é a convidada americana que toda a gente cumprimenta. A meio da festa o noivo leva-a para o corredor de serviço. Ela deixa o sorriso na porta do lavabo.

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O jardim da quinta ainda guardava o calor da tarde quando a festa passou da cerimónia para os copos, e Sintra cheirava a pinhal e a relva acabada de cortar. Os convivas espalhavam-se entre as mesas com o vestuário claro do Verão, e a orquestra no pátio já cobria as conversas com um tema que se repetia. Chloe Thompson atravessava o relvado como se conhecesse cada um pelo nome, o cabelo cor de cobre preso alto, o vestido claro a marcar-lhe o corpo magro, e parava junto dos grupos com um sorriso a que toda a gente respondia. Tinha vinte e três anos e os olhos verdes, e o colega que a trouxera deixara-a sozinha junto às hortênsias. A luz da tarde ainda lhe dava no ombro esquerdo, e o vestido, de um tecido fino demais para o vento da serra, colava-se-lhe às coxas quando caminhava. Andava a cumprir o que se espera de um noivo, a apertar mãos e a ouvir tias, com o relógio a puxar-me para o brinde, quando a vi afastada da luz das mesas. Tinha um copo na mão que não bebia, e o sorriso, aquele que toda a gente conhecia, tinha-lhe baixado um palmo, como se o tivesse pousado no relvado para descansar.

Aproximei-me o bastante para o vestido lhe roçar os dedos. Ela virou o rosto e deixou uma frase curta no ar, brilhante, com espaço para eu entrar.

«O noivo também se esconde das fotografias, Mateus. Ou só veio ver se a americana ainda cumprimenta.»

O tom era amável demais para o que estava a insinuar, e tive de decidir se aquilo era carinho ou um empurrão. Os olhos verdes não se desviaram. Havia nela uma calma de quem já tinha ensaiado a frase, e o copo tremeu-lhe um pouco entre os dedos quando o anel lhe passou perto da pele. Segurei-lhe o cotovelo e senti o anel a tocar-lhe a pele.

«Vem.»

Seguiu-me sem perguntar o caminho. Atrás de nós a orquestra ensaiava outra vez o mesmo tema, e à frente o corredor de serviço abria-se escuro, com o cheiro a loiça e a lixívia que os convidados não haviam de conhecer. Os saltos dela batiam no cimento com um ritmo curto, quase apressado, e o vestido claro ia-se apagando à medida que a luz do pátio ficava para trás. Ela não falou do homém doce de outra noite. Veio atrás de mim como quem já tinha escolhido o contrário.


O lavabo de serviço era estreito, com um espelho rachado e uma fechadura gasta, e a música da festa chegava abafada por baixo da porta. Chloe entrou à minha frente e, ao fechar, o sorriso ficou do lado de fora, como se o tivesse pendurado no recorte da madeira. Fiquei a olhar-lhe a nuca, o vestido preso às omoplatas, a respiração que lhe subia depressa demais para uma convidada perdida. Uma mecha de cabelo cobre tinha-se solto do penteado e colava-se-lhe à pele húmida da garganta. Voltei-a contra mim e beijei-lhe a boca com a língua, sem doçura nenhuma, e ela abriu os lábios e deixou-me entrar como se tivesse estado à espera daquilo desde o jardim. O gosto dela era a vinho branco e a batom, e os dentes bateram-me nos lábios com uma pressa que não pediu licença.

As mãos dela subiram-me ao peito, por baixo da camisa, e os dedos apertaram-me o tecido com uma pressa que já não era educada. As unhas riscaram-me a pele por cima do mamilo, e um arfar curto saiu-lhe pela boca dentro da minha. Empurrei-a para o lavatório, o rabo contra a loiça fria, e levantei-lhe o vestido até à cintura. As cuecas eram escuras e já estavam húmidas no centro. O pano fino marcava-lhe o relevo, e o cheiro dela subiu de imediato, quente, distinto da lixívia do chão. Passei os dedos por cima do pano e ela arqueou-se, um som baixo na garganta, enquanto lá fora alguém ria alto demais e uma bandeja tilintava no corredor.

«Ajoelha.»

Ajoelhou-se no azulejo com o vestido a fazer uma poça clara à volta dos joelhos, e as mãos foram-me ao cinto com uma decisão que me tirou o ar. Os dedos dela tremiam um pouco no metal, mas não hesitavam. Abriu-me as calças, puxou-me a boxer e ficou a olhar-me o pau já duro, a ponta húmida, tão perto da boca que senti o hálito quente. Passou a língua pela fenda, uma vez só, como quem prova, e os olhos verdes levantaram-se antes da boca. Envolveu-me os lábios à volta da cabeça e chupou com lentidão, os olhos verdes levantados para mim, e o calor daquela boca fechou-se-me em volta com uma humidade que me fez cravar os dentes. Lá fora a música subiu, um refrão conhecido, e o som dela a chupar-me misturou-se com os violinos como se fizesse parte da festa.


Aggarrei-lhe o cabelo preso e empurrei-lhe o pau mais fundo, sentindo a garganta a ceder e os lábios a esticar-se à volta da base. Chloe fechou os olhos um instante e depois abriu-os outra vez, a deixar-me foder-lhe a boca no ritmo que eu quisesse, as mãos pousadas nas minhas coxas para se aguentar. A saliva fazia-lhe um brilho no queixo, e cada vez que recuava via-lhe a língua a seguir-me, teimosa, como se não quisesse perder o gosto. Cada estocada fazia-lhe um som molhado, saliva a escorrer-lhe para o queixo, e eu olhava o relógio por cima da cabeça dela porque o brinde tinha hora e a noiva estava a ser chamada para o pátio. Os minutos iam-se e eu metia-lhe o pau até ela engasgar, retirava, metia outra vez, e ela não pedia para parar. Pedia mais com a língua, com a forma como se inclinava para a frente cada vez que eu recuava. Um fio lhe escorria pelo pescoço abaixo e ia desaparecer-lhe no decote, e ela nem o enxugava.

«Olha para mim enquanto me chupas», disse-lhe, e ela obedeceu, a boca cheia, uma lágrima pequena no canto do olho que não era tristeza. O corredor estalou com passos, alguém passou a falar de taças, e eu abrandei sem sair-lhe da boca, o pau a latejar-lhe contra a língua, o risco de a porta abrir a deixar-me ainda mais duro. Ela segurou-me as coxas com mais força, as unhas cravadas no tecido, e ficou quieta, a respirar pelo nariz, a boca ainda cheia, como se o silêncio também fizesse parte do que me estava a dar. Os passos afastaram-se. Voltei a foder-lhe a boca com força, o relógio a marcar oito minutos para o brinde, e ela deixou as mãos caírem e recebeu tudo, o nariz contra a barriga, o vestido de festa amachucado no chão sujo do lavabo.

Puxei-lhe a cabeça para trás e um fio de saliva ligou-lhe os lábios à minha pila. Respirava de boca aberta, o peito a subir no decote, e não fez piada nenhuma. Não preencheu o silêncio. Uma gota caiu-lhe do queixo para o tecido claro e ela nem olhou. Ficou ali de joelhos a oferecer-me a cara como se aquilo fosse o único cumprimento que ainda lhe restava dar.


Levantei-a pelos braços e virei-a contra a porta, o rabo para mim, as palmas dela a procurar a fechadura. O vestido subiu-lhe outra vez, e a pele das ancas estava quente debaixo das mãos. Puxei-lhe as cuecas para o lado, não as tirei, e vi-lhe a cona inchada e brilhante, as dobras escuras já molhadas até à raiz da coxa. O cheiro dela encheu o lavabo estreito, mais forte agora, e o azulejo frio não lhe arrefecia nada. Espalmei-lhe um rabo e segurei-lhe a anca, e meti o pau de um só golpe, fundo, até os ovos lhe baterem na pele. Um gemido saiu-lhe contra a madeira, baixo o bastante para a música o cobrir, e a cona apertou-me toda, quente, a puxar-me para dentro a cada recuo. Ficou assim um segundo, cheia, as pernas a tremer, e depois empurrou o rabo para trás como quem pede o resto.

Fodi-a assim, por trás, o vestido subido até à cintura, as cuecas a cortar-lhe um lado, e cada estocada fazia a porta ranger na fechadura que ela agarrava com os dois polegares. Chamava-lhe a americana da festa, a voz colada à nuca, e sentia-lhe o corpo a tremer cada vez que a palavra saía. Não era um insulto para a magoar. Era o nome que a tirava do jardim e a punha ali, a ser fodida no lavabo enquanto a noiva esperava lá fora com o copo na mão. Ela repetia o nome baixinho, partido, misturado com o ranger da madeira.

«Diz o meu nome», pedi-lhe, e ela disse-o contra a porta, partido, enquanto eu lhe alargava a cona com pancadas curtas e fundas. A palma esquerda desceu-lhe à frente e encontrei-lhe o clitóris inchado, escorregadio, e esfreguei em círculos no mesmo ritmo em que a fodia. As pernas dela abriram-se mais, os saltos a escorregar no azulejo, e o rabo batia-me na barriga com um som húmido que a orquestra não apagava de todo. O corpo dela ia e vinha, o cabelo cobre a soltar-se do penteado, e um gemido mais alto escapou-lhe quando os dedos apertaram o sítio certo. Alguém riu outra vez no corredor, tão perto que paramos os dois, o pau dentro dela até ao fundo, a cona a pulsar-me à volta como se quisesse que eu me visse ali mesmo. Os passos passaram. Voltei a foder, mais devagar, mais fundo, e ela agarrou a fechadura com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos.


O relógio marcou os três minutos. Apertei-lhe as ancas e saí-lhe da cona de um puxão, virei-a, e ela encostou as costas à porta com o vestido ainda na cintura e as mamas a saltar-lhe do decote quando lhe puxei o tecido para baixo. Os mamilos estavam duros, escuros contra a pele clara, e o peito subia-lhe depressa demais. A pila estava vermelha, brilhante da dela, e masturbei-me à frente do peito aberto enquanto ela me olhava sem sorrir. Falei-lhe do brinde que tinha de fazer, da taça, da frase ensaiada, da mulher que me esperava no pátio com o vestido branco, e vim-me assim, a falar, o primeiro jacto quente a bater-lhe entre as mamas e a escorrer-lhe para o osso do peito.

O segundo atingiu-lhe o queixo e ela não recuou. Deixou o leite escorrer-lhe pela garganta abaixo, uma gota a prender-se-lhe no lábio inferior, e as mãos ficaram mortas ao longo do corpo enquanto eu acabava contra a pele dela, a tremer, a última porra a cair-lhe na curva da mama esquerda. Fiquei a olhar o estrago, o peito sujo, o queixo brilhante, a americana da festa encostada à porta do lavabo de serviço com a cona ainda a pingar-lhe para as cuecas tortas. Não fez piada nenhuma. Não aliviou aquilo com uma frase curta. Deixou-se usar até ao fim, os olhos verdes abertos, e pela primeira vez desde que a vira no jardim não havia espaço nenhum para eu entrar com simpatia.

Limpei-lhe o queixo com o verso da mão, depois com a toalha áspera do lavatório, o suficiente para o vestido voltar a cair-lhe direito e o decote cobrir o que eu lhe tinha deixado no peito. A toalha cheirava a húmido antigo, e ela deixou-se limpar sem ajudar, o olhar fixo no espelho rachado como se o reflexo fosse de outra. Ela puxou as cuecas para o sítio, alisaou o cabelo com os dedos, e o sorriso não voltou. Abri a porta um palmo, confirmei o corredor vazio, e saímos como dois erros que a loiça e a lixívia haviam de perdoar.


O jardim já estava mais escuro, as luzes das mesas acesas, e o brinde aconteceu sem que ninguém reparasse no atraso de um minuto. Falei para o microfone o que tinha de falar, beijei a noiva na boca à frente de toda a gente, e o copo tremeu-me na mão quando vi Chloe encostada a um plátano, longe dos grupos. Acabada a obrigação, desviei-me das palmas e fui ter com ela. Tinha os braços cruzados sobre o peito limpo e olhava a relva como se a relva lhe devesse uma explicação. O cabelo cobre já não estava tão alto, e uma mecha caía-lhe junto à orelha, ainda um pouco húmida.

Uma lágrima só lhe correu, rápida, e ela enxugou-a com o pulso antes que alguém a fotografasse. A voz saiu prática, sem cinismo, virada para o que o dia tinha sido em vez de para o que o dia significava.

«O que é que se passou hoje.»

Não era uma acusação. Era a pergunta de quem precisa de um facto para se aguentar de pé. Não soube dar-lhe um. Fiquei ao lado dela a ouvir a orquestra e a ver a noiva aceitar cumprimentos debaixo do arco de luzes, e Chloe não lhe sorriu. Nem uma vez. O hábito de ligar-se às pessoas tinha-lhe partido ali, entre a fechadura e o queixo, e o alívio de ser o meu segredo assustava-a tanto quanto a deixava mais leve, embora ela não dissesse essa frase. Via-se-lhe no modo como recusava o olhar de quem passava, no modo como as mãos já não se levantavam para saudar.

«Ainda foste só tu e eu», murmurou, os olhos no chão. «Disseram-me na academia para voltar só quando conseguisse não sorrir. Consegui. Mas ninguém viu.»


Voltei à pista porque me chamavam para a valsa, e ela apareceu depois com o vestido arranjado e o queixo limpo, a circular pela margem da festa como uma convidada que já tinha cumprido a parte difícil. Um primo veio com a máquina e pediu o grupo dos americanos junto à noiva. Chloe sacudiu a cabeça, uma recusa clara, e afastou-se para a sombra das mesas vazias. Vi-a recusar mais duas vezes, sempre com a mesma calma, sempre sem a voz de quem organiza o quarteirão e conhece o nome de toda a gente. Passava entre as cadeiras sem tocar em ninguém, o copo outra vez na mão, outra vez por beber.

Saiu cedo. Pediu um carro à entrada da quinta enquanto os outros ainda dançavam, o cabelo cobre agora solto sobre os ombros, e não se virou para dizer adeus a ninguém. Fiquei no limiar do pátio com a noiva a puxar-me pela manga e vi o vestido claro desaparecer entre os pinheiros da rampa. Tinha feito a coisa suja sem sorrir, ali no lavabo, com a música a tapar-nos, e mesmo assim tinha sido a sós, fechada comigo, sem um único conviva a atravessar o corredor a tempo. A frase que lhe tinham dito na academia continuava pendurada no ar quente da noite, por cumprir à vista de alguém, e eu só pude vê-la entrar no carro com a cara limpa e as mãos quietas no colo, já sem o cumprimento que toda a gente esperava dela.