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Chloe Thompson

Chloe Depois do Fecho

Conto erótico na academiaTabu10 min de leitura

Um conto de Chloe Thompson

Chloe Thompson fica para o último treino numa academia de Lisboa quase vazia. O personal mais velho ignora-lhe as piadas e corrige-lhe só o corpo. Quando a sala de musculação fecha, ela percebe que ele não a vai mandar para casa.

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A sala de musculação estava quase vazia quando Chloe Thompson atravessou as portas de vidro, já depois das dez de uma noite quente de julho em Lisboa, o cabelo cor de cobre preso alto e o sutiã desportivo ainda seco contra a pele. Tinha vinte e três anos e o costume de tratar cada rosto como se o ginásio fosse a rua onde se cresce a cumprimentar os vizinhos. Passou pelo segurança da recepção com um sorriso aberto e disse-lhe qualquer coisa breve, o bastante para o fazer rir baixo. Só depois entrou no recinto dos pesos, onde o ar cheirava a borracha aquecida e a ferro.

Estava no balcão a fechar as últimas fichas do dia quando ela se apoiou no tampo com os antebraços e me olhou de frente. Os olhos verdes tinham aquela luz de quem deixa um vão no fim da frase, à espera que o outro entre.

«Rui, hoje somos só nós dois a guardar isto, não somos?» A voz saiu-lhe clara, quase alegre, e o silêncio que se seguiu pedia resposta. «Ou ainda me mandas para casa cedo, como um personal a sério.»

Não lhe devolvi o sorriso. Apontei o banco plano, o primeiro da fila junto aos espelhos, e virei-me para as anilhas sem alongar a conversa.

«Aquilo. Dez minutos. Sem conversa.»

Ela riu pela narina, um som baixo, como se tivesse dito uma graça sem querer, e foi na mesma para o sítio que lhe tinha marcado. O verão lisboeta não arrefecia com a hora. O fato de treino colava-me às costas e o ar condicionado da sala fazia um ruído cansado contra os vidros que davam para a avenida ainda acesa.


Treinámos quase sozinhos. Um homem na zona das polias saiu por volta das dez e um quarto, a toalha ao ombro, e a partir daí o eco dos discos ficou só nosso. Chloe fazia o aquecimento com aquela energia de quem quer transformar o esforço numa conversa, e corrigia-lhe só o corpo. Quando os ombros subiam demais no press, pus-lhe a palma entre as omoplatas e empurrei até a coluna assentar no banco. Quando os joelhos se abriam no agachamento, toquei-lhe por dentro da coxa, um contacto seco, e ela obedeceu sem precisar de explicar.

«Isto é o teu modo terno de dizer que estou a ir bem, não é?» A frase veio-lhe leve, uma reformulação demasiado amável do silêncio, e ela segurou-me o olhar no espelho à espera de um rasgo de humor. Não lhe dei nenhum. Voltei a pôr-lhe as mãos na anca e baixei-lhe o centro até a profundidade certa, sentindo o calor da licra e o tremor miúdo do esforço.

A cona dela já se traía no modo como o rabo se oferecia quando a corrigia por trás, um recuo pequeno que não pertencia ao movimento. Ignorei isso também. Contei as repetições em voz baixa, mudei a carga e fiz com que ela suasse de verdade. O cabelo escurecia-lhe na nuca com o suor. As costas do sutiã desportivo ficaram escuras. Ela tentou outra vez, mais curta, um comentário sobre o ferro e sobre mim, e virei-lhe o queixo para a frente com dois dedos, só para o pescoço não compensar o que os ombros deviam fazer.

O relógio da parede passou das onze. Fui à porta da sala e girei a chave por dentro, e o estalido soou mais alto do que o ar condicionado. Chloe, ainda de pé junto ao banco, viu o gesto e não fez nenhuma piada. Ficou a olhar-me com a boca entreaberta, a perceber, no atraso de um segundo, que a não ia mandar para casa.


Cruzei a sala sem pressa. Ela estava com as mãos na anca, a respiração ainda alta do último conjunto, e puxei-lhe o sutiã desportivo para cima num só movimento. As tetas saltaram-lhe livres, pequenas, de bicos já duros com o frio do ar e com o resto. Não lhe perguntei nada. Abri o fecho das calças e baixei a cueca o suficiente para o que vinha a seguir. O pau saiu-me pesado, já grosso, e bateu-lhe quase no ventre quando a aproximei do corpo.

«De joelhos.»

Ajoelhou-se no chão de borracha sem discutir, as calças justas ainda vestidas, as tetas nuas a tremer-lhe com a descida. Envolvi-lhe o cabelo cor de cobre na mão esquerda, não com violência, com a mesma precisão com que lhe corrigia a barra, e meti-lhe o pau na boca até sentir o céu da boca quente e a língua a atrasar-se, surpreendida com o volume. Chloe fechou os olhos um instante, depois abriu-os outra vez, verdes, molhados no canto, e começou a chupar de verdade. A saliva veio cedo. Desceu-lhe do lábio inferior, escorreu-lhe pelo queixo e pingou-me nos colhões quando a recuei só para lhe dar ar e a voltei a puxar.

O chão de borracha marcava-lhe os joelhos. As mãos dela subiram-me às coxas, depois baixaram, e ela lambeu-me os colhões com uma lentidão que não era treino, a língua larga, a baba a brilhar-lhe nos lábios quando voltou à cabeça do pau e a tomou toda, até o nariz lhe bater no pêlo. Gemi baixo, um som que não era conversa. Empurrei-lhe a cabeça no ritmo que quis e fodi-lhe a boca com a mão firme no cabelo, sentindo a garganta a ceder aos poucos, o reflexo, o esforço dela para não recuar.

«Se isto conta como alongamento, avisas.» A frase saiu-lhe entrecortada, com o pau ainda a tocar-lhe no lábio, uma brincadeira curta no único intervalo que lhe deixei, e ela olhou para cima à espera de um rasgo, de um sorriso, de qualquer coisa que a pusesse outra vez no papel de quem fala com o vizinho. Não ri. Empurrei-lhe o pau outra vez até ao fundo, senti-lhe a garganta a fechar e a abrir, e o olhar dela mudou. Houve um segundo em que percebeu que o humor não vinha, e as coxas apertaram-se-lhe uma contra a outra, um movimento pequeno, involuntário, molhado.

Continuei da mesma maneira, sem lhe devolver a deixa. A baba pingava-me dos colhões para o chão de borracha. O queixo brilhava. As tetas saltavam-lhe ao ritmo da cabeça, e não lhe soltei o cabelo.


Fodi-lhe a boca com mais peso, as ancas a avançar, o pau a sair-lhe lustroso e a entrar de novo até os lábios lhe ficarem inchados. Chloe fazia um som abafado de cada vez que lhe tocava no fundo, não de protesto, de esforço, e as unhas cravavam-se-me nas coxas quando precisava de ar. Dava-lhe dois tempos. Ela puxava o fôlego pela narina, a saliva a fazer um fio entre a boca e a cabeça do pau, e voltava a abrir, voluntária, a língua de fora ainda antes de a puxar.

O silêncio da sala pesava de outro modo com a porta trancada. Ouviam-se, ao longe, os passos do segurança na recepção, uma tosse, o arrastar de uma cadeira, e nada disso nos atravessava o vidro fosco. Chloe tentou falar outra vez com a boca ocupada, um fragmento de frase que se perdeu contra a pele, e apertei-lhe o cabelo junto à raiz, o suficiente para lhe levantar o rosto e lhe meter o pau até sentir o aperto da garganta em volta da cabeça. Os olhos verdes marejaram. Não desviou o olhar. Engoliu em volta de mim, um movimento consciente, e a cona dela, ainda dentro das calças, denunciava-se no modo como se mexia sobre os calcanhares, a procurar fricção no nada.

Puxei-a de boca no pau até os lábios lhe baterem na base e segurei-a lá, e ela aceitou, a respirar pela narina, a baba a escorrer-lhe pelo pescoço abaixo até ao sutiã desportivo ainda encavalitado nas tetas. Quando a soltei, um fio grosso unia-nos. Ela lambeu-o, lambeu-me a cabeça, lambeu-me outra vez os colhões com uma devoção prática, como quem acaba um conjunto, e o corpo dela já não pedia a brincadeira. Pedia o resto.


Virei-a de quatro no banco plano. As mãos dela agarraram o assento de vinil e os joelhos abriram-se sobre o estofo estreito. Puxei-lhe as calças justas até meio das coxas, o bastante para lhe deixar o rabo nu e a cona à mostra, já brilhante, já aberta, o cheiro a tesão misturado com o suor do treino. Não lhe tirei o resto. Empurrei o pau para dentro num só avanço, até aos colhões, e o gemido dela bateu no vinil, abafado, as tetas a oscilar para a frente com o impacto.

Fodi-a com o mesmo ritmo com que lhe corrigia as cargas, fundo, sem floreados, a anca a bater-lhe no rabo, a cona a apertar-me a cada retirada como se não quisesse devolver o pau. A mão esquerda voltei a pôr-lha no cabelo preso e baixei-lhe a cara contra o assento, a bochecha colada ao vinil quente, a boca aberta contra o sítio onde ainda havia o rasto da nossa transpiração. Chloe gemeu para o banco, um som longo, e tentou recuar o rabo contra mim, a pedir mais profundidade, a perder a linha do treino.

«Mais.» A palavra saiu-lhe partida, não era piada, e dei-lhe mais, as coxas a bater-lhe nas coxas, o pau a sair-lhe lustroso de cona e a entrar até o som ficar húmido e alto na sala vazia. Ela veio-se com a cara no assento, o corpo a tremer-lhe num arco curto, a cona a pulsar à volta do pau com uma força que me fez parar um segundo no fundo, a sentir cada aperto. Veio-se mais fundo do que o gemido deixava adivinhar, um orgasmo que lhe nasceu do facto de eu não ter rido, de eu não lhe ter devolvido a frase, de eu a estar a foder como se o corpo dela fosse só mais um aparelho a corrigir. As mãos apertaram o bordo do banco até os nós dos dedos ficarem brancos. As pernas tremeram-lhe contra as minhas.

Não saí. Continuei dentro dela enquanto o orgasmo lhe passava, agora mais lento, agora mais pesado, e ela choramingou contra o vinil, molhada até escorrer pelas coxas, ainda a vir-se em ondas mais pequenas cada vez que lhe dava fundo.


Veio-me a vontade sem aviso longo, uma carga que me subiu das coxas e me rebentou dentro dela, o pau a pulsar-lhe no fundo da cona enquanto lhe segurava as ancas contra mim. Enchi-a. Senti o calor a sair-me em golpes, a misturar-se com o que ela já tinha, e fiquei lá até o último espasmo me deixar o fôlego curto contra a nuca dela. Quando saí, o pau veio viscido, e o que lhe tinha deixado dentro começou logo a escorrer-lhe da cona, uma linha branca e espessa a descer-lhe pelo lábio até à coxa, a pingar no bordo do banco.

«Lambe.»

Chloe desceu do banco com as pernas ainda instáveis, ajoelhou-se outra vez no chão de borracha e lambeu o que escorria. Primeiro o bordo do vinil, depois a própria coxa, depois a cona, a língua a recolher o que pingava de mim e dela, um gesto praticado e ao mesmo tempo atónito, como se o corpo soubesse o que a cabeça ainda estava a organizar. Lambeu-me o pau também, limpou-me a cabeça, os colhões, o que tinha ficado na base, e só depois se sentou sobre os calcanhares, as tetas ainda nuas, o sutiã desportivo um anel de tecido acima delas, o cabelo a cair-lhe solto de um lado.

Olhou para mim com aquela clareza que lhe restava quando a brincadeira falhava. A voz saiu-lhe estável, quase profissional, uma pergunta sobre o que o dia tinha sido de facto.

«O que é que aconteceu aqui, ao certo?»

Puxei-lhe o sutiã para baixo, tapei-lhe as tetas e apontei-lhe as calças para que as subisse. Ela obedeceu, lenta, ainda a sentir-me a escorrer-lhe por dentro das cuecas.

«Voltas quando não sorríres.»

Não acrescentei nada. Abri a porta da sala, o estalido da chave outra vez, e o ar da recepção entrou mais frio. Chloe ficou de pé um segundo a mais, com a ordem ainda na boca, o sorriso a recusar-se a formar-se por completo, como se o músculo tivesse recebido uma instrução nova e ainda não soubesse o que fazer com ela.


Na recepção ela acenou ao segurança por hábito, um gesto aberto, o mesmo de quem entra a tratar as pessoas como vizinhos, mas o sorriso não chegou a cumprir-se. Pediu outro horário tardio no balcão, a voz clara, o dedo no ecrã a escolher uma faixa depois das dez, e vi-lhe a boca a guardar a frase enquanto a funcionária confirmava o treino. Não me olhou para pedir aprovação. Passou pela porta de vidro em direcção aos elevadores do prédio, a mochila num ombro, as calças justas ainda manchadas por dentro de um modo que só ela sentia.

Parei junto ao vidro da sala. O corredor dos elevadores era um espaço estreito, de espelhos e aço, e Chloe entrou sozinha quando as portas se abriram. Não cumprimentou o vazio. Não ensaiou a cara para o próximo rosto. Ficou de perfil, a boca quieta, a tratar aquele cubículo fechado como um sítio onde um homem lhe podia recusar o papel de vizinha, e as portas fecharam-se-lhe à frente com a ordem ainda pousada nos lábios.