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Carolina Jiménez

Carolina no Parque Aberto

Conto de sexo no parqueRisco Público11 min de leitura

Um conto de Carolina Jiménez

Ao fim da tarde Carolina Jiménez vai ao parque da orla em vez de ir para casa. Lá está o homem que já a teve no ônibus. Desta vez não há porta que feche nem fila que esconda.

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O parque da orla, em Puerto Vallarta, enchia-se daquela luz suja do fim da tarde, a estação seca a deixar o ar parado e o mar com uma superfície de metal quente. Vi Carolina Jiménez a atravessar a relva entre as palmeiras, a saia clara a bater-lhe nas pernas, e percebi de imediato que não ia para casa. Tinha trinta e um anos e servia noites na cantina da praia, e mesmo assim vinha ter comigo a um sítio onde qualquer pessoa podia vê-la. O cinema da outra noite ainda oferecia uma sala escura e uma fila que disfarçava o resto; aqui o passeio estava cheio de gente a correr e de turistas com máquinas fotográficas ao pescoço.

Parei junto a um banco de madeira virado ao mar e ela chegou sem acelerar o passo, como se aquele encontro fizesse parte do fim de tarde e não o contrário. Olhou-me de baixo para cima, esperou um instante como se o silêncio lhe fizesse falta, e só depois falou.

«Vieste.»

A palavra saiu-lhe baixa, quase preguiçosa, e senti o sangue a descer-me todo para o meio das pernas. Sentei-me e ela sentou-se ao meu lado, a coxa contra a minha, o calor dela a atravessar o tecido como se a roupa não servisse de nada. Uma mulher passou com um cão e, mais além, um homem de calções treinou o passo na relva, mas Carolina não afastou o joelho.

«É este o sítio», disse, e a frase saiu-me mais seca do que pretendia.

Ela repetiu, mais quente, depois de um compasso que pareceu deliberado:

«O sítio.»

Pousei-lhe a mão na coxa, por baixo da saia. Subi devagar até encontrar o pano das cuecas, já húmido no centro. Ela abriu um pouco as pernas no banco, o suficiente para os meus dedos entrarem por baixo da renda e tocarem-lhe a cona, quente e escorregadia, e ouvi-lhe a respiração a mudar sem que o rosto perdesse aquela calma. Dois turistas riram mais à frente. Os meus dedos abriram-lhe os lábios e encharcaram-se nela, e Carolina olhou para o mar como se estivesse só a apanhar fresco.

«Tomás.» O meu nome veio-lhe assim, sem pressa. «Se queres saber o que eu quero, pergunta antes o que vieste buscar.»

Não perguntei. Meti-lhe dois dedos dentro e senti-a a fechar-se à minha volta, o interior a puxar-me, e ela pousou a mão no meu cinto à vista de quem passava. A fivela cedeu. Os dedos dela desceram-me o fecho com uma lentidão que me doeu, libertaram-me o caralho já duro e envolveram-no, a palma quente, o polegar a espalhar o que já me saía na ponta. Um casal atravessou o caminho a uns passos. Carolina não fechou as pernas e não tirou a mão.


Inclinou-se sobre o meu colo como quem se abaixa a atar um sapato, e a boca substituiu a mão sem aviso. O calor húmido envolveu-me a cabeça do caralho e desceu até meio, a língua a premir por baixo, e tive de agarrar o bordo do banco para não lhe enterrar os dedos no cabelo à força. Ela chupou com aquela mesma calma com que servia copos, as faces a fundirem-se, um fio de saliva a escapar-lhe para o pulso, e cada vez que subia deixava a pele luzidia e mais sensível ao ar da tarde.

Uma corredora passou tão perto que o vento do corpo lhe mexeu na saia. Carolina não se endireitou. Desceu outra vez, mais fundo, até o nariz lhe tocar na barriga, e o som húmido da garganta chegou-me nítido, obsceno, impossível de disfarçar. Senti-lhe a língua a trabalhar-me a veia enquanto a mão lhe apertava a base, o ritmo lento de propósito, e o parque inteiro parecia ter-se chegado mais para ouvir. Olhei em volta. Um homem de chapéu parou junto ao passeio a mexer no telemóvel, ou fingiu que mexia. Carolina tirou-me o caralho da boca só o tempo de respirar, passou a língua de baixo até à fenda, lenta, e voltou a engolir-me como se aquele gajo não existisse.

«Mais fundo», pedi, a voz rouca.

Ela fez-me esperar um segundo, os lábios encostados à ponta, e depois desceu até ao fundo, a garganta a abrir-se, os olhos húmidos, e ficou lá, a engolir em volta de mim, até as lágrimas lhe assomarem sem drama nenhum. Quando subiu, um fio grosso unia-lhe a boca ao meu caralho. Limpou-o com o polegar, meteu o polegar na boca e olhou-me. A saia tinha-se-lhe subido atrás no banco. As cuecas, puxadas para o lado pelos meus dedos de há pouco, deixavam-lhe a cona à mostra entre as coxas, vermelha, brilhante, e um pingo escorria-lhe já para a madeira.

Endireitou-se o suficiente para me beijar com a boca a saber-me a saliva e a pele, e murmurou contra os lábios, ainda sem se apressar:

«A relva. Atrás daquela árvore.»


A árvore era uma palmeira baixa, o tronco grosso, a relva atrás dela ainda ao alcance de quem passasse no atalho dos corredores. Carolina foi à frente, a saia a bater, e ajoelhou-se de costas para o caminho como se tivesse escolhido aquele pedaço de chão há muito. Puxou-me pela cinta. Ajoelhei-me atrás dela, levantei-lhe a saia até à cintura e vi-lhe o rabo nu, as cuecas já num tornozelo, a cona aberta e a pingar para a relva seca. Não havia porta que nos fechasse nem fila que nos escondesse. O som das sapatilhas no passeio vinha nítido, e mais longe uma rádio de um bar da orla.

Encaixei a cabeça do caralho entre os lábios dela e empurrei de uma vez, até ao fundo. Ela soltou um gemido baixo que se perdeu no vento e mesmo assim me pareceu alto demais. A cona apertou-me toda, quente, escorregadia, e comecei a foder com a saia dela amachucada nas mãos, as coxas a baterem-lhe nas minhas, o som da pele molhada a marcar o ritmo. Cada estocada abria-lhe mais o rabo e eu via-me a desaparecer nela, a sair reluzente, a meter outra vez até os ovos lhe tocarem na cona.

Um grupo de turistas atravessou o atalho a rir, tão perto que vi as pernas a passar entre os ramos baixos. Carolina não baixou a saia. Encostou a testa ao antebraço na relva e empurrou o rabo para trás, a pedir mais, e fodi-a com força, as mãos-lhe nas ancas, o polegar a abrir-lhe a fenda do rabo só para a sentir a tremer. A cona fazia um barulho húmido, vergonhoso, lindo, e ela gemeu o meu nome contra o chão.

«Mais. Assim.» A frase veio-lhe depois de uma pausa, curta, como se o parque pudesse esperar.

Afundei até ela gemer de outra maneira, mais agudo, e senti-lhe as paredes a puxarem-me. O sol baixava e a luz punha-lhe um brilho na pele das coxas, no sítio onde os meus dedos deixavam marcas. Continuei. Não havia maneira de isto parecer outra coisa. Quem passasse via uma mulher de quatro na relva, a saia na cintura, um homem a foder-lhe a cona à vista da orla.


Foi então que um homem parou.

Não era um turista apressado. Ficou no atalho, as mãos nos bolsos, e olhou para nós com a cara aberta, sem vergonha nenhuma. Tinha a idade de qualquer freguês da cantina e a camisa clara de quem anda a pé ao fim do dia. O corpo de Carolina tremeu-me à volta do caralho quando percebeu. Ergueu a cabeça, o cabelo a cair-lhe para um lado, e olhou para ele. Não puxou a saia. Não fechou as pernas. Os olhos dela aguentaram o olhar do desconhecido como aguentavam um pedido na mesa, só que agora tinha-me dentro e a cona à mostra, a bater-me a cada estocada.

Afundiei por instinto e ela segurou-me o pulso por trás, as unhas na pele.

«Não pares.»

A voz saiu-lhe firme, baixa, e o homem no atalho não se moveu. Continuei a foder, mais fundo, e Carolina manteve os olhos naquele gajo enquanto eu lhe entrava até ao fundo. Vi-lhe a boca a abrir-se, um fio de saliva no lábio, e a cona a apertar-me em vagas curtas, molhada de mais, a fazer aquele som que já não havia como esconder. O homem passou a língua pelos lábios. Ela viu. Não desviou.

«Está a ver-te», disse-lhe contra a nuca, a foder sem abrandar. «A cona, o rabo, tudo.»

«Sei.» A palavra veio depois de um instante, quente, e ela empurrou-se para trás contra mim, a meter-me ainda mais, os olhos ainda no desconhecido. «Deixa-o ver.»

O peito ardeu-me. Agarrei-lhe o cabelo com uma mão e levantei-lhe a cara para o atalho, a outra mão-lhe na anca, e fodi-a assim, de quatro, à frente daquele homem que não piscava. Carolina gemeu alto desta vez, um som que atravessou a relva, e a cona latejou-me à volta, tão apertada que quase me vim ali. O homem deu um passo para o lado, como quem escolhe melhor ângulo, e ela olhou-o de frente, as pestanas húmidas, a boca aberta, e não tapou nada. A saia estava-lhe um farrapo na cintura. As mamas, soltas dentro do top, batiam ao ritmo. Entre as coxas via-se tudo: o meu caralho a sair-lhe reluzente, a cona vermelha a engolir-me, o pingo que lhe escorria para o joelho.


Ela é que se moveu. Empurrou-me para trás até eu cair sentado na relva, a palmeira às costas, o caralho a apontar-lhe, e atravessou a perna por cima de mim com a saia ainda erguida. Encaixou-se de um golpe, até eu lhe bater no fundo, e ficou lá sentada, cheia, a respirar contra a minha boca. O homem continuava no atalho. Carolina virou a cara para ele outra vez, as mãos no meu peito, e começou a trepar-me com um ritmo lento e fundo, o rabo a bater-me nas coxas, a cona a chupar-me em cada descida.

Via-se-lhe tudo de lado: os lábios molhados a abrir-se em volta do meu caralho, o clítoris inchado a esfregar-se-me na púbis, a cara virada para quem assistia. Aproximei-lhe a mão e esfreguei-lhe ali, o polegar molhado, e ela acelerou, a trepar com mais força, os peitos a saltar-lhe no top. O gemido dela já não era baixo. Cada vez que descia, o som da cona molhada estalava entre nós, e o homem no caminho engoliu em seco, visível.

«Olha para ele», pedi. «Vem-te assim.»

Ela obedeceu sem discussão, os olhos presos no desconhecido, e o corpo dela começou a tremer por cima do meu. A cona apertou-me numa sequência longa, irregular, e Carolina veio-se a olhar para aquele homem, a boca aberta, um gemido quebrado a sair-lhe enquanto as unhas se me cravavam no peito. Senti-lhe o interior a pulsar, quente, a escorrer-me para os ovos, e continuei a meter-lhe de baixo para cima, a prolongar-lhe aquele tremor até ela se dobrar contra mim, ainda a olhar para o atalho por cima do meu ombro. O homem passou a mão pela boca. Não disse nada. Não se foi embora.

Ela riu contra o meu pescoço, um riso curto, sem pose, e murmurou:

«Outra.»

Virei-a sem sair de dentro, deitei-a de costas na relva com as pernas abertas para o caminho, a saia no ventre, e fodi-a assim, fundo, as coxas dela nas minhas mãos, a cona ainda a contrair-se do que tinha acabado de lhe acontecer. O desconhecido via-lhe a cara agora, os peitos, o sítio onde eu desaparecia nela. Carolina não fechou os olhos. Agarrou-me pelo cabelo e puxou-me à boca, beijou-me suja, e gemeu para dentro do beijo cada vez que eu lhe dava até ao fundo.


Não aguentei mais. Afundei duas, três vezes, até ao colo do útero, e vim-me dentro dela com um gemido que não consegui calar, a encher-lhe a cona, a pulsar fundo enquanto ela me apertava e mexia as ancas para me tirar tudo. Senti o calor a sair-me em golpes longos, a ficar-lhe lá dentro, a começar já a escapar pelos lados do caralho quando ainda estava metido. Ela segurou-me as nádegas e manteve-me fundo, a receber, os olhos ainda no homem do atalho, e só quando o último pulso me atravessou é que deixou a cabeça cair na relva, a respirar.

O homem olhou mais um segundo, como quem grava, e seguiu o caminho sem se virar. Carolina ficou deitada, as pernas abertas, o meu caralho a amolecer-lhe dentro, e um fio branco começou a escorrer-lhe da cona para a relva seca. Puxei-me para fora e vi melhor: a fenda dela aberta, vermelha, a deixar sair o que eu lhe tinha deixado, a saia enrugada no ventre, as cuecas ainda num tornozelo. Beijei-lhe a testa. A pele sabia-lhe a sal e a relva.

Ela riu, de verdade, sem aquela compostura de quem escolhe a cara, e passou-me os dedos pelo cabelo com uma lentidão que já não era para ninguém ver.

«Estás sujo», disse, e a frase veio-lhe quente, depois da pausa, como se tivéssemos tempo.

«Tu também.»

Ajudou-me a puxar-lhe as cuecas, inúteis agora, molhadas e deslocadas, e baixou a saia. O tecido claro marcou-se-lhe entre as pernas no mesmo instante. Levantei-me, fechei o cinto, e dei-lhe a mão. Ela aceitou, sacudiu a relva do joelho, e o riso ainda lhe ia na boca quando começámos a atravessar o parque de volta ao passeio, o mar já mais escuro, os turistas a procurarem sítios para jantar.


Caminhámos lado a lado, os ombros a tocarem-se, e a cada passo eu via-lhe a saia a colar-se-lhe por trás, o rasto do que lhe escorria pela coxa a brilhar quando a luz de um candeeiro a apanhava. Carolina não apertava as pernas. Andava como andava sempre, o cabelo preso outra vez de qualquer maneira, e o calor da palma dela na minha não pedia desculpa nenhuma. O cheiro de sexo ia-nos no corpo, misturado com o sal da orla, e um casal que vinha em sentido contrário olhou duas vezes.

Foi perto da saída do parque, onde o atalho encontra o passeio das cantinas, que o vi. Um homem que eu conhecia das noites à mesa, sempre no mesmo banco da cantina da praia, a pedir a mesma cerveja, a olhar para ela quando ela passava com a bandeja. Estava parado sob a luz, as mãos nos bolsos, e não era o desconhecido do atalho. Tinha visto. Os olhos foram da cara dela à saia marcada e voltaram à cara, e a boca abriu-se-lhe num reconhecimento que não teve a delicadeza de disfarçar.

«Carolina.»

O nome saiu-lhe baixo, mas chegou. Ela parou um instante, a palma ainda na minha, e olhou para ele com aquela calma que eu já lhe conhecia, só que agora não havia pergunta nenhuma a seguir, nenhuma frase pronta a desviar o que ele vinha buscar. O esperma continuava a escorrer-lhe, quente, escondido e ao mesmo tempo óbvio na mancha da saia, e o freguês viu isso também. Ela apertou-me os dedos, soltou um sopro que podia ter sido um riso, e atravessou a luz sem tapar nada, a deixar-me sentir, na forma como não falou, que aquele olhar já não ficava no parque.