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Carolina Jiménez

Carolina Entre Andares

Conto de sexo no elevadorRisco Público12 min de leitura

Um conto de Carolina Jiménez

Depois do turno na cantina da praia, Carolina Jiménez entra no elevador de um hotel em Puerto Vallarta com um hóspede que bebeu à mesa dela. As portas fecham entre andares. Ele pergunta o que ela veio buscar e ela, desta vez, não desvia.

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A grelha da cantina fechou-se com um estalido seco e Carolina Jiménez deu a volta à chave sem olhar para trás. Puerto Vallarta ainda ardia naquela madrugada de estação seca, o calor preso entre o asfalto e o cheiro a sal que vinha da baía. Bebi à mesa dela até ao último copo e agora ia ao lado dela na direção do hotel vizinho, como se o acordo fosse só deixar-me no átrio e cada um seguir a sua vida.

A saia preta batia-lhe a meio das coxas a cada passo. Carolina tinha trinta e um anos e o corpo de quem trabalha de pé até fechar. O cabelo preso no alto deixava-lhe a nuca nua e uma linha de suor brilhava-lhe atrás da orelha. As mãos ainda cheiravam a lima e a tequila. Não perguntou se era para a acompanhar. Limitou-se a andar, e fui com ela.

«O hotel é já ali», disse, depois de um silêncio que durou a largura de um quarteirão, a voz baixa, sem urgência. «Deixo-te no átrio.»

Perguntei-lhe o que sucedia se não quisesse ficar no átrio, e ela sorriu de lado, aquele sorriso de quem já ouviu pior à mesa. Não respondeu. Os saltos batiam no cimento com uma cadência que deixava o pau duro dentro das calças. À esquerda o mar estava negro e quieto. À direita a fachada do hotel brilhava com a luz fria da entrada. Um segurança ao longe mexia no telemóvel e não levantou a cabeça.

A ideia de que alguém da cantina a pudesse ver a entrar com um hóspede atravessou a cabeça e ficou lá, pesada como o último copo. Mesmo assim encostei-lhe a palma às costas, por cima do tecido fino da blusa, e senti o corpo direito, quente, a não recuar. Carolina não desviou o passo. Entrou no átrio como quem entrega um cliente e já vai embora, e o caminho até aos elevadores fez-se ao lado dela. Perguntou que andar, o dedo já no botão, e respondi o doze sem tirar os olhos da boca dela. As portas de aço abriram-se com um suspiro hidráulico. Ela entrou primeiro. Entrei a seguir. O espelho do fundo devolveu a cara dela, calma, e a outra, que não estava.


O elevador cheirava a alcatifa limpa e a perfume barato de hotel. As portas fecharam-se sobre a madrugada. A cabina tremeu e começou a subir. Ficámos os dois de pé, perto demais para quem só se despedia no átrio, e o silêncio encheu-se do som do motor. A luz amarela fazia-lhe brilhar a boca. A saia mexia-se um pouco quando o piso acelerava, um vaivém curto que me puxava o olhar para a pele das coxas.

Carreguei no botão vermelho da paragem antes de o cinco passar no ecrã. A cabina deu um solavanco e parou entre andares, com um tilintar breve que morreu logo. Carolina olhou para o painel, depois para mim, e não fez nenhum movimento para o relançar. O motor calou-se. O ar ficou parado entre o metal e o vidro.

«O que vieste buscar?» perguntei-lhe, a voz mais baixa do que o silêncio.

Ela esperou um tempo, o tempo de quem não tem pressa de encher o ar. Os olhos escuros aguentaram os meus.

«Isto», disse. A palavra saiu quente, quase um convite colado aos dentes. «Vim buscar isto.»

A boca dela chegou primeiro. Beijou-me com a mesma calma com que servia, os lábios a abrirem-se sem pressa, a língua quente a entrar, e o corpo encostou-se ao meu até a premir contra a parede de espelho. A saia subiu-lhe pelas coxas na palma da mão. Não trazia cuecas. Os dedos encontraram-lhe a cona já molhada, quente, a abrir-se à passagem de dois dedos que ela recebeu com um som baixo na garganta. O clítoris inchado escorregou-me sob o polegar, e cada círculo lento fazia-lhe as ancas avançarem um palmo contra a mão. Carolina abriu um pouco mais as pernas, os saltos firmes no chão da cabina, e segurou-me o pulso para me meter os dedos mais fundo, até a palma lhe bater no pêlo húmido.

«Estás encharcada», disse-lhe ao ouvido, enquanto o polegar lhe rodeava o ponto inchado. «Passaste a noite a servir-me copos assim?»

«Assim», repetiu ela, e a palavra veio mais quente do que a tinha dito. Pediu-me que abrisse as calças, o meu nome no fim do pedido, e o cinto saiu com um estalido. O fecho desceu. A piça saltou-me para a mão dela, dura, a latejar, e ela apertou-me o pau com os dedos húmidos da cona, a subir-me e a descer-me a pele sem se apressar. Levantei-lhe a saia até à cinta. Agarrei-lhe um rabo firme, separei-lhe as nádegas, e apontei a cabeça da piça à racha molhada. Entrei nela de um só impulso, até aos colhões me baterem no rabo, e o calor da cona fechou-se à volta do pau com uma pressão que me tirou o ar.


Fodi-a de pé, contra o espelho, com a saia amontoada na cinta e as coxas abertas o bastante para caber até ao fundo. Cada estocada soava húmida na cabina parada, um chapinhar curto que o metal devolvia. Carolina tinha um braço à volta do meu pescoço e a outra mão aberta no vidro, os dedos molhados a deixarem marcas, e o rosto dela não se descompunha. Respirava pela boca e a cona apertava-me o pau sempre que saía quase todo para voltar a meter, mas os olhos mantinham aquela paz de quem pousa um copo na mesa e pergunta se o cliente quer outro.

«Diz que entraste neste elevador para levares com o pau», pedi-lhe, a foder mais fundo, a agarrar-lhe o rabo com as duas mãos para a levantar um pouco e acertar-lhe noutro ângulo. «Diz, Carolina.»

Ela gemeu baixo e encostou-me a testa. A cona escorria-lhe pela raiz da piça, quente, a pingar-lhe nas coxas em fios finos que lhe brilhavam à luz amarela. As tetas marcavam o tecido e puxei-lhe o decote para baixo, lambi-lhe um mamilo salgado de suor, mamei-o enquanto continuava a meter e a tirar, o rabo dela a bater no espelho com um ritmo surdo. Ela cravou-me as unhas na nuca, ainda sem pressa, e a cona puxou-me para dentro num aperto que me fez parar um segundo no fundo, a pulsar contra ela.

«Vim para levares com o pau», disse por fim, as palavras espaçadas, sem teatro. «Para isto. Para parares entre andares. Quero as portas.»

A frase entrou-me no corpo com mais força do que a estocada. Apertei-lhe a anca e fodi-a mais depressa, o pau a sair brilhante do sumo dela e a desaparecer outra vez na cona até ela se pôr nas pontas dos pés. Carolina mordeu-me o ombro por cima da camisa, um morder contido, e a mão que tinha no vidro fechou-se. Murmurei-lhe contra o cabelo que, se as portas abrissem, não saía de dentro, que a deixava assim, encaixada, à vista de quem viesse, e ela disse que sim com a boca no meu pescoço, a voz firme, e pediu-me que não lhe puxasse a saia.

Continuei. As coxas dela tremiam contra as minhas. O pau doía de tão duro, e cada vez que a cona se contraía tinha de me aguentar para não me vir já. Meti-lhe o polegar no clítoris outra vez, a esmagá-lo em círculos curtos enquanto a piça ia e vinha, e ela veio-se primeiro, em silêncio, a cona a puxar-me em espasmos longos, o corpo inteiro teso contra o espelho, os olhos abertos.


Ainda a fodia, ainda dentro dela até aos colhões, quando o ecrã piscou e a cabina deu um arranque curto. Alguém, noutro andar, tinha chamado o elevador. O motor acordou com um zumbido grave. Carolina não fechou as pernas. Não puxou a saia para baixo. Os braços mantiveram-se onde estavam, um no meu pescoço e o outro no vidro, e a cona continuou a aguentar-me o pau no sítio, latejante, escorrida. Senti-lhe o pulso acelerar contra o meu peito, não de medo, de fome. Não retirei um centímetro.

O sinal soou. As portas de aço abriram-se sobre um corredor de alcatifa bege e sobre duas pessoas que tinham esperado. Um homem de camisa clara, a mulher ao lado dele com um saco de praia ainda no ombro, os dois parados no limiar com a cara a mudar depressa. Viram a saia dela erguida, o rabo nu, a piça metida na cona até à raiz, as minhas mãos nas ancas dela, a boca dela entreaberta contra o meu pescoço. O homem ficou com a mão no vão da porta, a impedir que se fechasse. A mulher não recuou.

Carolina virou a cabeça o bastante para os olhar. Não tapou nada. As pernas mantiveram-se abertas. Senti-lhe a cona a apertar-me, um aperto deliberado, quente, e o risco que ela tinha pedido estava ali, de pé no corredor, a olhar o sítio exacto onde o meu pau desaparecia nela.

«Podem entrar», disse ela, a voz igual. «Ou podem ficar.»

O homem engoliu em seco. A mulher passou a língua pelos lábios e não largou o vão. Ficaram. A luz do corredor entrou pela cabina e deitou-nos uma faixa clara mesmo no sítio onde o meu pau sumia dentro dela, brilhante, a sair um pouco e a voltar, porque não tinha parado. Carolina segurou-me a nuca e puxou-me para um beijo lento, à frente daqueles dois. Continuei a foder. As estocadas soavam agora mais altas, molhadas, e o homem no corredor respirava pela boca. A mulher dele não piscava.


Fodi a Carolina com eles a olhar. O rabo dela batia no espelho. A saia, enrolada na cinta, não descia um palmo. Cada vez que saía quase até à cabeça, via-se a racha vermelha e molhada, aberta, a brilhar, e cada vez que voltava a meter, os dois no corredor inclinavam-se um pouco. O homem tinha a piça marcada nas calças. A mulher apertava a alça do saco até lhe branquear os nós dos dedos.

«Estás a deixar que te vejam a levares com o caralho no elevador», disse-lhe ao ouvido, baixo o bastante para ser nosso, alto o bastante para o corredor apanhar o tom. «É isto que serviste a noite toda por baixo da saia.»

«É isto», respondeu ela, e veio-se outra vez, mais fundo, um tremor que lhe desceu das coxas ao ventre e me apertou a piça numa sequência de contrações que me arrancou um gemido. Não gritou. Os olhos humedeceram-se de prazer, e o olhar que deitou aos dois no limiar foi um convite a não irem embora enquanto eu não acabasse. A cona dela latejava-me em volta, molhada até me escorrer pelos colhões, e cada espasmo puxava-me mais para o fio. Aguentei. Queria que vissem o fim.

Apertei-lhe os peitos por cima da blusa, depois por baixo, os mamilos duros entre os dedos, e mudei o ângulo para lhe bater no sítio que a fazia abrir a boca. Os colhões batiam-lhe no rabo a cada metida. Carolina meteu-me a mão no rabo e puxou-me para dentro, até não haver mais sítio, e o meu nome saiu-lhe da boca uma vez, colado a um sopro.

«Mateo.»

Vim-me assim, fundo nela, a pulsar contra o fundo da cona, a encher-lhe o interior de esperma quente enquanto os dois no corredor viam o meu rabo a contrair-se e o excesso a começar a sair-lhe pela racha, branco, espesso, a escorrer-lhe para as coxas em fios lentos. Continuei a meter durante os espasmos, curto, fundo, a espremer o resto para dentro, e ela recebeu tudo com as pernas abertas e a saia no sítio onde a tínhamos deixado, o queixo erguido. O homem no vão soltou o ar num som feio e baixo. A mulher desviou o olhar só no fim, e mesmo assim tarde, depois de ver o último pulo do meu pau a despejar-lhe ainda um pouco mais.

As portas tentaram fechar-se contra o braço dele e ele afastou-se por fim. O casal recuou para o corredor, o saco de praia a bater no joelho dela, e o sinal soou outra vez. O aço fechou-se sobre a cara deles, e a cabina ficou outra vez nossa, a cheirar a sexo, a tremer de leve quando o motor retomou o caminho para o doze. Ainda a sentia cheia.


Não saí de dentro dela logo. Fiquei-lhe metido, o pau a amolecer devagar na cona cheia, a testa encostada à dela. Carolina passou-me os polegares pelas faces, um gesto limpo, quase de cuidado, e só então deixou que o corpo descesse das pontas dos pés. Quando a piça me escorregou para fora, um fio grosso de esperma veio com ela e desceu-lhe pela coxa, lento, até ao bordo do joelho, e ficou ali a brilhar.

Pediu-me o quarto, o número, a puxar-me o decote para o lugar. Tirei o cartão da carteira. O doze zero oito estava escrito a negro no plástico. Ela leu-o uma vez, guardou o número na palma, e só depois puxou a saia para baixo. O tecido preto cobriu-lhe o rabo e as coxas, mas o molhado ficou-lhe visível por um instante, um brilho na pele da coxa, antes de a saia cair direita. Ajeitou o cabelo com a palma e olhou-se no espelho. Apagou com o polegar uma marca da minha boca que lhe tinha ficado no queixo, e riu-se baixo, um riso cansado, quando viu no vidro as impressões dos dedos dela ainda abertas contra o espelho, cinco riscos húmidos à altura da cabeça.

«Parece a banca no fim do serviço», disse, e passou a mão no vidro sem apagar tudo, só o que lhe tapava a cara.

Disse-lhe, a abotoar as calças, a voz ainda rouca, que não podia fingir que aquilo tinha sido um desvio no caminho, que tinha querido as portas. Ela olhou-me no espelho, não de frente, e o sorriso voltou pequeno, sem vergonha nenhuma na boca. Ajeitou-me o colarinho com os dedos ainda húmidos e lembrou-me, sem se apressar, que tinha sido eu a perguntar o que ela vinha buscar.

O elevador chegou ao doze e abriu-se sobre um corredor vazio. Nenhum de nós saiu. Ela carregou no rés-do-chão com o mesmo dedo calmo, e as portas fecharam-se outra vez. Durante a descida fiquei a olhar para a mancha clara que lhe ia descendo por dentro da coxa, escondida pela saia, e para o cartão que ela apertava contra a palma. O corpo dela continuava solto, satisfeito, a escorrer-me ainda, e o silêncio entre nós já não era o da rua.


O átrio de madrugada estava quase vazio. Um homem passava um pano no mármore e nem levantou os olhos. Carolina saiu primeiro, o passo igual ao da rua, a saia a cair-lhe direita, o número do quarto fechado no punho. Ninguém, a olhar de longe, teria dito que ainda levava o esperma a escorrer-lhe entre as pernas.

Atravessei o átrio atrás dela até à porta de vidro. Lá fora o ar da baía vinha quente e parado. Um táxi idoso dormitava na curva, o motorista com a cabeça no volante, e dei um passo para o chamar, a mão já no ar. Carolina segurou-me o pulso sem força, só o bastante para o baixar.

Olhou a orla, onde as luzes da marginal ainda estavam acesas e um autocarro se aproximava ao longe, já com gente de pé nas janelas, caras que a podiam conhecer da cantina só de vista. Pediu-me que não a pusesse num táxi. Disse que ia naquele. O autocarro da orla reduziu na paragem, cheio até aos vidros, as portas a abrirem-se sobre um corredor de ombros e de olhares que já vinham acordados demais para uma madrugada. Carolina apertou o número na mão, desceu o último degrau da entrada do hotel e atravessou a rua sem se tapar, a saia a mexer no ar quente, o corpo ainda aberto por dentro do tecido. Fiquei no vidro a vê-la entrar entre aquela gente, a cabeça alta, e o cartão do doze zero oito desapareceu-lhe na palma quando as portas do autocarro se fecharam sobre ela.