Ir para o conteúdo
1000girls logo
Ploy Wattana

Ploy do Quarto Andar

Conto erótico com a vizinhaTabu11 min de leitura

Um conto de Ploy Wattana

Ploy Wattana, 21, se mudou para o prédio e o vizinho casado do corredor já a reconhece dos vídeos de dança. A mulher dele está fora da cidade. Numa noite ela bate na porta por causa do volume e os dois sabem que ela não veio só por isso.

1,8 mil leituras515 curtidas

Eu estava de camiseta e bermuda quando alguém bateu na porta do meu apartamento, no quarto andar de um prédio comum em São Paulo, numa noite de verão tão quente que o corredor inteiro cheirava a concreto aquecido. Minha mulher estava fora da cidade havia três dias e eu tinha deixado a música alta, talvez porque o silêncio de um casamento vazio pesava mais do que o calor úmido que entrava pela janela. Do outro lado da porta estava Ploy Wattana, vinte e um anos, a vizinha que se mudara para o apartamento ao lado no começo da semana, e eu já a reconhecia dos vídeos em que ela dançava e falava de comida.

Ela usava uma camiseta larga que descia até o meio da coxa e trazia os cabelos presos de qualquer jeito, como quem saíra da cama só para atravessar o corredor. O volume da minha caixa de som ainda vazava por trás de mim quando ela inclinou a cabeça, e eu senti o estômago apertar porque os dois sabíamos que ela não tinha vindo só por causa do barulho.

«A música», ela disse. «Dá para ouvir da minha cama.»

Eu pedi desculpas demais, falei do calor que não deixava ninguém dormir e acabei mencionando que a mulher estava viajando. No meio daquela desculpa saiu o reconhecimento que eu deveria ter engolido. Disse que a conhecia da internet, que tinha visto a dança clássica tailandesa, aqueles pulsos precisos e aqueles pés, e o sorriso dela mudou de lugar no rosto, sem desaparecer, apenas tornando-se outro.

«Não vim falar disso», ela respondeu, e entrou sem esperar que eu a convidasse, passando tão perto que o cheiro da pele dela, doce de sabonete barato e suor de noite quente, entrou com ela na sala. Fechei a porta atrás de nós enquanto ela olhava o sofá, a mesa com a cerveja suando, a foto da minha mulher na estante, sem desviar o olhar. Ficou ali no meio da sala como se o risco fosse parte do que ela tinha escolhido ao bater.

«Eduardo», ela falou o meu nome pela primeira vez, lendo o recado grudado na geladeira, e o som disso na boca dela me deixou duro dentro da bermuda. «Você ia mesmo deixar eu do lado de fora reclamando de volume?»


Ela se aproximou até o espaço entre o meu corpo e o sofá desaparecer. Pôs a palma aberta no meio do meu peito e empurrou com uma leveza que, mesmo assim, me fez recuar e sentar. Fiquei olhando para ela de baixo enquanto Ploy ajoelhava no tapete da sala. Os joelhos dela abriram entre as minhas pernas e as mãos foram direto para a barra da bermuda, puxando o elástico.

«Você ficou duro no corredor», ela disse, enquanto libertava o meu pau e o envolvia com os dedos quentes. «Não precisa fingir que eu não vi.»

Eu ia falar da mulher, do prédio, da idade dela. A boca de Ploy desceu antes que qualquer uma dessas frases tivesse coragem. Os lábios dela se fecharam em volta da cabeça do meu pau e ela chupou devagar no começo, a língua quente girando bem onde eu era mais sensível, e um gemido saiu de mim alto demais para um apartamento com vizinhos. Ela não se importou. Subiu e desceu a boca com uma fome que não pedia permissão, a saliva escorrendo até a base, a mão acompanhando o que a boca não alcançava. Os olhos dela levantaram para o meu rosto como se quisesse ter certeza de que eu estava vendo quem fazia aquilo, e não a moça dos vídeos.

Enterrei os dedos no cabelo dela e ela deixou, gemendo em volta do meu pau quando eu apertei um pouco. Ploy chupou mais fundo, a garganta se abrindo, o nariz quase encostando na minha barriga. Ela puxou o ar, desceu de novo, e a língua pressionou a veia de baixo.

«Vou gozar», avisei, a voz quebrada, e ela não tirou a boca. Chupou mais apertado, mais rápido, as bochechas fundas, e quando o gozo subiu eu despejei na língua dela em jatos quentes e grossos. Ploy engoliu o que pôde e o resto escorreu no canto da boca, branco contra a pele. Ela passou o polegar ali e chupou o dedo olhando para mim, ainda ajoelhada.


Eu a puxei para cima, para o meu colo, e beijei a boca dela com o gosto do meu próprio gozo ainda nela. Tirei a camiseta por cima da cabeça dela. Ela não usava sutiã, os seios pequenos e firmes, e eu os pus na boca um depois do outro enquanto ela arqueava as costas. A calcinha era só um fio úmido. Quando eu a puxei para o lado, os dedos encontraram ela encharcada, quente, o clitóris inchado sob a ponta do meu indicador.

«Deita», pedi, e ela deitou no sofá sem perguntar o que vinha, as coxas abrindo porque ela quis abrir, não porque eu forcei. Ajoelhei no chão e enterrei a cara entre as pernas de Ploy, lambendo a buceta inteira de baixo para cima, a língua larga, o gosto dela salgado e doce. Ela soltou um som que não era recatado. Eu chupei o clitóris com os lábios, devagar depois rápido, dois dedos entrando nela com facilidade, curvando para dentro, e a buceta dela apertou os meus dedos como se quisesse puxá-los mais fundo.

Ploy empinou o quadril contra a minha boca e eu segurei as coxas, sentindo os músculos tremerem de um jeito que não tinha nada de palco. Chupei com vontade, molhando o queixo, os dedos fodendo ela num ritmo constante. Ela segurou o encosto do sofá com uma mão e a minha nuca com a outra, puxando meu rosto contra a buceta como se tivesse medo de que eu fosse tratar aquilo com educação. Eu não tratei. Voltei para o clitóris chupando curto e úmido até as coxas dela fecharem em volta da minha cabeça.

«Assim», ela pediu, a voz baixa e ainda doce, mesmo suja daquilo. «Não para.»

Eu não parei. Acelerei os dedos, chupei mais firme, e Ploy gozou na minha boca com o corpo inteiro em arco, um gemido longo que ela tentou morder e não conseguiu, a buceta pulsando ao redor dos meus dedos numa onda atrás da outra. Continuei lambendo enquanto ela tremia, mais devagar, e só afastei o rosto quando ela puxou meu cabelo com força suficiente para dizer que até no exagero quem mandava era ela.


Ela ainda estava ofegante quando escorregou do sofá para o tapete e me puxou por cima dela, as pernas abrindo de novo. Eu tirei a bermuda de vez, me acomodei entre as pernas dela e esfreguei a cabeça do pau na buceta molhada. Ploy segurou meu quadril e me puxou para dentro com uma clareza que não deixava espaço para eu perguntar se ela tinha certeza. Entrei de um golpe só, fundo, e ela soltou o ar contra o meu pescoço, as unhas nas minhas costas, a buceta apertada e quente me engolindo até eu encostar nela por inteiro.

Fodi ela no chão com a força que o sofá não teria aguentado, os joelhos ardendo no tapete, o pau saindo molhado e entrando de novo até o fundo. Passei o braço sob a nuca dela para amparar. Ela sacudiu a cabeça, quase falando alguma coisa, quase pedindo que eu não fizesse exatamente isso, e engoliu a frase. Segurou meus ombros e empinou para receber mais, os olhos abertos no meu rosto, e eu entendi o bastante para parar de suavizar o ângulo.

«Mais fundo», ela disse, e a doçura da voz não pedia carinho, pedia que eu não a poupasse. «Pode.»

Eu segurei uma coxa dela aberta e fodi mais pesado, o som da buceta molhada enchendo a sala, e eu gemia alto demais para os trinta e nove anos que eu tinha e o casamento que estava traindo no tapete. Ela gozou de novo comigo dentro, a buceta apertando o pau numa sequência rápida, a boca aberta sem som nenhum no auge, e a contração puxou o meu gozo junto. Despejei dentro dela fundo, em jatos, sem tirar, sentindo o excesso vazar ao redor do pau. Ela segurou minha nuca e ficou me olhando o tempo inteiro, como se quisesse gravar o momento em que eu a usei de verdade.

Fiquei dentro dela até o pau amolecer, o sêmen escorrendo quente entre as nádegas dela no tapete. Ploy passou a mão nas minhas costas e eu pensei na mulher longe e mesmo assim não saí de cima dela.


Ela riu baixo quando eu finalmente rolei para o lado e puxou a camiseta dela para cobrir o peito sem nenhuma pressa de se vestir de verdade. Ficamos no chão olhando o teto, o ventilador girando devagar demais para o calor, e Ploy virou o rosto para mim, brincalhona.

«Sua cerveja esquentou», ela comentou, e esticou o braço para o copo na mesa, tomou um gole do que era meu e fez uma careta doce. «Está ruim. Você bebe isso de propósito?»

Eu ri, o corpo ainda lento, e disse que bebia porque a noite pedia alguma coisa nas mãos. Falei da viagem da minha mulher e que o andar ficava estranho quando a casa esvaziava, e Ploy escutou de verdade. Quando eu tentei voltar para Banguecoque, para o que ela mostrava nas telas, o ritmo dela mudou. Ela contou de uma manhã em que o professor de dança a fez repetir o mesmo passo até o joelho doer, e parou ali. O assunto caiu. Ela viu que eu tinha chegado com uma versão pronta e não ia alimentar aquilo.

«Você me ouviu agora ou só confirmou o que já tinha na cabeça?», perguntou, e não esperou resposta porque o polegar dela já desenhava um círculo distraído no meu antebraço. Quase na sequência a boca se abriu de novo, outra frase tentando nascer, alguma coisa sobre como eu deveria continuar, sobre não ter cuidado, sobre não me desculpar dentro dela. O maxilar se mexeu. Ela sorriu em vez de falar e se esticou para beijar o canto da minha boca.

Eu quis perguntar o que ela ia falar. Não perguntei. O silêncio dela pesou entre a gente com mais verdade do que qualquer confissão, e eu passei a mão na coxa dela, sentindo o que eu tinha deixado ainda úmido, sentindo o quanto ela tinha me deixado usar o corpo e o quanto eu ainda não tinha entendido o pedido.


Ploy se levantou primeiro, nua da cintura para baixo, a camiseta caindo torta, e foi até a porta como quem ia embora. Não foi embora. Ficou de costas para mim com a mão na maçaneta, e quando eu me aproximei por trás ela empinou o quadril de propósito, a bunda quente encostando no meu pau que já endurecia de novo. Passei o braço na barriga dela, puxei a camiseta para cima, e ela abriu as pernas o bastante para eu achar a buceta ainda escorregadia, ainda cheia de mim.

«Aqui», ela disse, a testa quase na madeira. «Se você quiser.»

Eu quis. Entrei nela de pé, contra a porta, num único empurrão fundo que fez a madeira ranger no batente, e Ploy soltou um gemido. Segurei os pulsos dela e trouxe as mãos para cima, prendendo-as contra a porta acima da cabeça, e fodi ela assim, o peito colado nas costas dela, o pau saindo e entrando com força. Ela podia ter pedido para eu soltar. Não pediu. Empinou mais, abriu mais, a buceta fazendo um barulho molhado e obsceno cada vez que eu batia até o fundo.

O maxilar dela se mexeu de novo contra a madeira, a frase emperrada no mesmo lugar de antes, e eu senti o corpo dela pedir exatamente o que a boca se recusava a completar. Segurei os pulsos com mais firmeza, sem machucar, e ela gozou primeiro, de pé, as pernas falhando, um gemido rouco que ela enterrou no antebraço. Continuei metendo enquanto ela gozava, fundo, pesado, até o segundo gozo meu subir pelas costas e eu despejar outra vez dentro, gemendo no cabelo dela, o sêmen escorrendo quente pela coxa enquanto eu ainda a prendia na porta.

Ficamos assim um tempo, eu dentro, ela presa, os dois ofegando contra a madeira. Soltei os pulsos devagar e ela os baixou, as marcas dos meus dedos avermelhando a pele sem ferir, e virou o rosto o bastante para que eu beijasse a boca dela de lado. Ploy encostou a testa no meu queixo e respirou, e outra vez a frase tentou sair, outra vez ela a engoliu. Eu passei a mão na barriga dela, descendo até onde o meu gozo escorria, e ela deixou, quieta, dona do silêncio que eu ainda não sabia ler.


Ela se vestiu sem pressa e sem combinado nenhum, a camiseta de novo, a calcinha úmida no bolso em vez de no corpo, e eu fiquei olhando o que ainda brilhava por dentro da coxa dela quando ela abriu a porta. O corredor estava vazio, o calor parado, a música agora baixa demais para justificar qualquer visita. Ploy atravessou os dois passos até o apartamento ao lado, entrou, e a porta dela fechou com um clique educado, como se a noite tivesse sido só volume.

Eu fiquei no corredor sem saber se tinha sido um acaso ou um convite. A maçaneta da minha porta ainda na mão, a foto da minha mulher atrás de mim, e a certeza ruim de que ela morava colada num homem casado que já a tinha comido e ainda não tinha ouvido o que ela queria de verdade.

Alguns minutos depois a porta dela abriu de novo. Ploy saiu com uma mochila pequena no ombro, outra roupa, o cabelo preso de um jeito mais arrumado, e me viu ainda ali. Ela quase falou. Vi o mesmo movimento no maxilar, a mesma frase emperrada, o pedido para que ninguém a tratasse com cuidado, para que não transformassem o corpo dela numa coisa frágil só porque tinham visto demais dela numa tela. Não saiu. Saiu outra coisa.

«Vou para a casa do meu cunhado», ela disse, e a voz veio doce, quase brincalhona, como se aquilo explicasse a mochila e não explicasse nada do que a gente tinha feito. «Ainda hoje.»

Seguiu pelo corredor em direção ao elevador com a frase inteira ainda presa na garganta, o que eu tinha deixado nela ainda nela, e eu fiquei olhando as costas dela até a porta de ferro se fechar, sem saber se a casa nova dela já tinha virado armadilha ou se a fome ia continuar sem nome, um andar inteiro depois, no mesmo calor.