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Ploy Wattana

Ploy Fecha o Motel

Conto erótico no motelTabu12 min de leitura

Um conto de Ploy Wattana

Ploy, 21, marca um motel na beira da cidade com o vizinho casado. Desta vez ela entra no quarto para dizer o que quer que ele faça quando a porta fecha.

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O pátio do motel brilha sob a chuva fina de outono, e as lâmpadas amarelas deixam o asfalto da beira da rodovia com aquele brilho sujo que São Paulo conhece de cor. Eu estaciono no fundo, longe dos faróis que passam na pista, e a chave de plástico gira na fechadura de um quarto que cheira a sabonete barato e a ar-condicionado ligado demais. Ploy Wattana entra antes de mim e fica de pé ao lado da cama, o casaco aberto sobre um vestido escuro, os cabelos soltos caindo pelos ombros. Ela tem vinte e um anos e mora no mesmo corredor que eu. A aliança no meu dedo pega a luz amarelada do abajur, e ela olha primeiro para o anel, depois para o meu rosto, sem desviar.

Eu fecho a porta com o ombro. O trinco soa seco no silêncio do quarto. Tenho trinta e nove anos e uma mulher em casa, e mesmo assim cruzei a cidade porque ela pediu um lugar onde nada ficasse pela metade. O zumbido da pista entra pela parede fina e só some quando ela abre a boca.

«Você vai me segurar», ela diz, e a frase sai inteira, sem o recuo doce que ela usa no elevador. «Você vai foder a minha boca, a minha buceta e o meu cu. Vai falar putaria. Sem falar de dança. Sem me poupar. Eu tenho uma palavra para parar.»

Eu escuto e sinto o corpo responder antes que a cabeça tenha tempo de inventar uma saída honesta. O vestido marca os seios e a curva da cintura. As mãos dela esperam uma resposta que não seja cuidado.

«Qual é a palavra?» pergunto, a voz mais baixa do que eu pretendia.

Ela demora um segundo, como se quisesse ter certeza de que eu estava ouvindo de verdade. «Laranja», responde. «Se eu falar laranja, você para na hora. Se eu não falar, você não para e não pergunta se eu aguento.»

Eu inclino a cabeça, aceitando o combinado sem tentar suavizá-lo.

«Repete», ela pede, o tom curto, brilhante.

«Vou te segurar, Ploy. Vou foder a sua boca, a sua buceta e o seu cu. Vou falar putaria. Sem te poupar. Laranja, e eu paro tudo.»

Ela tira o casaco e deixa cair no carpete sintético. Dá um passo até mim e coloca a minha mão no quadril dela, firme, como quem entrega a chave e espera que eu use. «Então faz», ela diz. «Eu já escolhi. Agora é a sua vez.»

Eu escolho. Puxo o corpo dela contra o meu até sentir o calor dela atravessar o tecido. Depois a derrubo na cama, o colchão afundando sob o peso dos dois, e a boca dela abre num som que não é protesto.


O vestido sobe fácil pelas coxas quando eu ajoelho sobre ela. Com uma só mão prendo os pulsos acima da cabeça, contra o travesseiro barato, e Ploy arqueia o corpo, não para fugir. Os olhos escuros ficam pregados nos meus enquanto eu abro o cinto com a outra mão e tiro o pau já duro. Ela olha para ele e molha os lábios, um gesto deliberado, quase cerimonial. Eu subo no peito dela, um joelho de cada lado da cintura, e a cabeça dela afunda no travesseiro.

«Abre a boca», eu falo, e a voz sai grossa, sem o tom educado do corredor. «Abre essa boca de puta e engole.»

Ela obedece. A língua quente encontra a cabeça do meu pau, e eu empurro fundo de uma vez, sentindo a garganta fechar e depois ceder. O nariz dela encosta na minha barriga. Um engasgo úmido sobe pela garganta dela e morre contra a minha pele. Eu aperto os pulsos com mais força e uso a boca dela com estocadas curtas e fundas. A saliva escorre pelo queixo. Os olhos marejam, e ela não pede para eu parar. As unhas cravam no meu pulso, não para me afastar, mas para se agarrar enquanto eu uso a garganta exatamente como ela pediu.

«Isso», eu digo, recuando até a cabeça descansar nos lábios inchados, e depois enfio de novo até ela se engasgar. «Sua boca foi feita para levar pau, Ploy. Engole. Respira pelo nariz e engole direito.»

A língua trabalha na veia de baixo. Um fio de saliva cai no pescoço dela e some na gola do vestido. Eu solto um pulso só para pegar o cabelo na nuca e guiar o ritmo. O vestido já está subido até a cintura. Entre as coxas ela está sem calcinha. A buceta brilha, aberta, e o cheiro dela sobe até mim misturado com o do sabonete barato e do quarto fechado.

Eu uso a boca dela até as pernas tremerem. Quando saio, um fio grosso liga o meu pau à língua dela. Ela tosse, vira o rosto, respira fundo, e volta a abrir a boca sozinha, como quem ainda está dentro do acordo. Ela não fala laranja. Lambe o canto da boca e me olha de baixo, esperando o próximo pedaço do que combinamos.


Eu desço pelo corpo dela e abro as coxas com os joelhos, ainda segurando os pulsos contra o colchão. A buceta está inchada e molhada, os lábios escuros, o clitóris visível. Esfrego a cabeça do pau ali só para ouvi-la soltar o ar. Ploy tenta erguer o quadril, e eu aperto os pulsos, prendendo-a de verdade contra a cama. Enterro o pau de uma vez só, até o fundo, e o gemido dela sai alto demais para a parede fina do motel.

«Porra», eu falo contra a boca dela, sem beijar ainda. «Que buceta apertada. Você veio até aqui pingando para levar pau de homem casado, foi isso.»

«Foi», ela responde, e a palavra sai cortada por uma estocada que faz a cama bater na parede. «Fode. Não pergunta. Fode.»

Eu obedeço com força. O quadril bate na bunda dela. Os seios pulam cada vez que eu enterro até o saco. A buceta faz um som molhado e vergonhoso, e eu falo sujo porque ela pediu sujo. Chamo ela de puta, de buceta gulosa, de vizinha que abre as pernas num motel da rodovia enquanto a minha aliança risca o lençol. Cada frase faz o corpo dela apertar em volta do meu pau, e os olhos dela não fogem.

Mordo o ombro dela sem partir a pele e sinto as pernas fecharem nas minhas costas, puxando-me para dentro. O vestido está amassado no peito. Puxo o tecido para baixo e chupo um mamilo até ela soltar um som quebrado. Não afrouxo os pulsos. A cama range de um jeito barato e contínuo. Sinto o gozo subindo cedo demais e seguro, recuo até quase sair, e enterro de novo com tudo, o púbis esfregando o clitóris dela a cada porrada.

«Olha para mim», eu mando, e ela olha. «Essa buceta é minha esta noite. Eu vou gozar dentro e você vai sentir escorrendo. Depois eu viro você e fodo o cu. É isso que você pediu.»

Ela acena com a cabeça, a boca aberta, um fio de saliva no queixo. O interior dela pulsa, e eu sinto o orgasmo começar pelos músculos da coxa, um tremor que fecha em volta do meu pau. Ploy goza se debatendo contra os pulsos presos, um som alto e feio, a buceta contraindo em ondas, e eu não paro. Continuo metendo enquanto ela goza, até ela chorar um pouco sem pedir para parar, o rosto virado para o lado, o cabelo colado na testa.

Eu gozo fundo, jorrando dentro, o quadril travado, a porra quente enchendo ela enquanto seguro os pulsos com força suficiente para deixar marca temporária e nada além disso. Quando volto a mim, ainda estou enterrado, ofegando, a boca no maxilar dela. Ploy respira como quem atravessou alguma coisa e escolheu ficar do outro lado.


Eu solto os pulsos e ela não os esconde. Fica deitada com os braços acima da cabeça, as marcas rosadas na pele, o vestido no meio do peito, a porra começando a vazar entre os lábios da buceta quando eu saio. Deito ao lado dela, e a mão encontra a barriga quente. Ela vira o rosto para mim com uma calma que não combina com o que acabamos de fazer.

«Você ouviu», ela diz, e não é pergunta. A voz sai mais baixa, rouca de tanto engolir e gemer. «Não inventou uma versão mais leve no meio.»

«Ouvi», eu respondo. O polegar desenha um círculo lento acima do umbigo dela. «Você não falou a palavra.»

«Eu não ia falar.» Ela engole, olha o teto manchado, e depois olha de novo para mim. «Se eu calasse outra vez, isso virava só mais uma transa e eu continuava sendo só a vizinha calorosa no corredor. Agora você viu.»

Eu sei o que isso custa. Vou voltar para um apartamento com outra vida dentro, e ela vai voltar para o mesmo andar, o mesmo tapete, o mesmo sorriso que as pessoas esperam dela nos vídeos e no elevador. O anel no meu dedo está quente. Eu não tiro.

Ploy pega a minha mão e leva de volta para entre as pernas, onde está molhado de nós dois. Os dedos dela guiam os meus, e ela geme baixinho quando eu pressiono o clitóris inchado. «Ainda não acabou», ela fala. «Você prometeu o cu. Eu não vim até a beira da cidade para receber metade.»

Eu rio um pouco, um som rouco que o quarto absorve sem eco. Ela sorri de canto, não o sorriso do prédio, outro, mais nítido, quase cruel de tão honesto. Beijo a boca dela pela primeira vez nesta noite, fundo, e o beijo tem gosto de saliva e de tudo o que já fizemos. Quando me afasto, ela já está virando de bruços sozinha, o quadril erguido, a bunda oferecida, a porra escorrendo da buceta pela parte de dentro da coxa.


Eu ajoelho atrás dela e abro as nádegas com as duas mãos. O cu é pequeno, fechado, um pouco brilhante do que escorreu. Cuspo em cima e espalho com o polegar, sentindo o anel de músculo recusar e depois ceder um milímetro. Ploy enterra o rosto no travesseiro e empurra a bunda para trás. Passo a cabeça do pau, ainda meio duro e molhado dela, naquele lugar apertado, e empurro com paciência só até sentir a resistência verdadeira. Depois empurro de verdade, porque ela pediu para eu não poupar.

O gemido dela sai abafado no algodão. Vejo as mãos se fecharem no lençol. Paro com a cabeça dentro, o cu dela pulsando em volta, e pergunto baixo se ela quer a palavra. Ela vira o rosto o suficiente para eu ver a boca.

«Não», ela diz. «Enfia. Fode o meu cu. Fala putaria.»

Eu enfio. O pau some devagar e depois de uma vez, até o quadril encostar na bunda dela, e o aperto é tão violento de prazer que eu preciso prender a respiração. Ploy solta um som quebrado, as coxas tremendo. Seguro os quadris com força, os polegares abrindo, e começo a foder o cu dela com estocadas fundas e constantes. Falo que o cu dela está engolindo o pau inteiro, que ela está num motel na beira da rodovia levando no cu de vizinho casado, que a buceta ainda escorre a porra que eu deixei dentro, que ela pediu para ser usada e está sendo.

Ela abre mais as pernas, geme «mais» sem vergonha, e a mão dela desce para se tocar enquanto eu continuo. Eu deixo. Os dedos dela trabalham o clitóris rápido, molhados, e o cu aperta em volta do meu pau cada vez que ela se acaricia. Seguro um pulso de novo e prendo contra o colchão. O outro eu deixo nela.

«Eduardo», ela fala, e o meu nome aparece uma vez só, arrancado, sem o tom de corredor. «Não para. Me fode até gozar assim.»

Eu não paro. Uso o cu dela sem trégua, sem a gentileza que ela usa para se proteger no prédio. O suor escorre nas costas dela e some na dobra da cintura. Sinto o segundo gozo dela chegar pelo tremor do músculo, um aperto rítmico que me puxa para dentro, e Ploy goza com a cara no travesseiro, um choro curto, os dedos parados no clitóris. Eu sigo metendo, mais fundo, até o meu próprio prazer voltar com uma urgência feia, e gozo no cu dela com um gemido baixo, jorrando quente, o quadril colado, as mãos marcando a pele dos quadris sem rasgar nada.


Nós repetimos porque o acordo ainda está no quarto e nenhum dos dois quer fingir que uma vez basta. Eu a viro de novo, de frente, as pernas dela nos meus ombros, e fodo a buceta que já está inchada e escorregadia da porra, os pulsos presos outra vez acima da cabeça. Ploy olha para mim o tempo todo. Beijo a boca dela no meio das porradas, e o beijo é bagunçado, dentes, saliva, um gemido compartilhado que some na parede.

Depois a coloco de quatro outra vez e uso a boca nela. A língua vai na buceta primeiro, depois no cu já folgado e sujo de nós, e ela treme e ri um pouco, um riso descrente, e empurra o quadril na minha cara pedindo mais. Chupo o clitóris até ela gozar de novo, as coxas fechando na minha cabeça, a voz dela falhando no travesseiro. Quando subo, ela me puxa pela camisa e guia o pau de volta para a boca, chupando o gosto dela mesma, olhando para cima. Seguro o cabelo e fodo a boca com menos pressa e a mesma falta de piedade. Ela baba no meu saco, os olhos marejados, a mão na própria buceta.

O último gozo meu vem com ela deitada de lado, uma perna erguida, o meu pau no cu outra vez, fundo, lento e pesado, enquanto os dedos dela trabalham a buceta. Falo sujo até a voz falhar. Digo que ela está toda usada, boca, buceta e cu, e que isso não volta para trás. Ploy acena, ofegando, e goza no meu pau com um som rouco, o cu pulsando, a mão cravada no meu antebraço. Eu gozo nela pela última vez, fundo, o corpo inteiro descarregando, e fico enterrado até o tremor passar nos dois.

Ela não se cobre. A minha mão fica na barriga dela sem saber se ainda tem direito. Ploy respira contra o meu peito e não monta de novo a vizinha inteira. Eu vi demais.


Nós nos lavamos no box estreito, a água morna demais, o sabonete barato incapaz de tirar o que a noite fez. Ploy veste o vestido em silêncio e apanha o casaco do chão. Eu aperto o cinto e olho a aliança como se ela pudesse ter mudado de tamanho. Não mudou. O quarto fica para trás com o lençol manchado, e nenhum dos dois inventa um discurso para aliviar o que foi feito.

No pátio a chuva fina ainda cai sobre São Paulo, sobre o asfalto que vai nos devolver para o mesmo prédio. Eu abro o carro. Ela entra no banco do passageiro sem encostar em mim, não por afastamento, por um cansaço honesto. Na avenida ela olha o vidro e fala, sem virar a cabeça.

«Amanhã no corredor eu vou sorrir. As pessoas vão achar que sou a mesma. Você não vai achar.»

«Não vou», eu digo, e é a única verdade que cabe no resto da viagem.

Nós chegamos. O elevador sobe com o mesmo barulho de sempre. O tapete do andar é o mesmo. Ploy para na porta dela e eu na minha, uns poucos metros, a vida continuando no mesmo corredor como se o motel não tivesse existido. Ela carrega o pedido cumprido para o estúdio, para os vídeos, para o sorriso que as pessoas conhecem, sabendo que essa mulher também é ela, e que o casado do corredor conhece o pedido de cor.