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Ploy Wattana

Ploy Depois do Ensaio

Conto erótico com a chefeTabu10 min de leitura

Um conto de Ploy Wattana

No estúdio, Ploy, 21, é a chefe e Marcelo ensaiou o que ela mandou. Quando os outros dançarinos adultos saem, ela tranca a porta e o cargo deixa de servir de capa para os dois.

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O último dançarino fechou a porta da rua e o silêncio do estúdio caiu sobre o piso de madeira como um pano pesado. Era noite de outono em São Paulo, o tipo de frio que entra pelos vidros mesmo com as janelas fechadas, e o ensaio tinha se arrastado até quase as nove. Ploy Wattana, vinte e um anos, dona daquela sala e daquele horário, ficou parada no centro da sala, diante do espelho como se o cargo ainda precisasse de testemunhas. Eu tinha quinze anos a mais do que ela e trabalhava para ela, de modo que fiquei porque ela pediu.

«Marcelo, você fica.» A frase veio curta e clara, e ela esperou para ver se eu ia brincar de devolver a ordem, mas eu não brinquei. Os outros já tinham descido a escada, rindo de alguma coisa que não nos pertencia mais, e o cheiro de suor misturado com o talco do chão ainda estava quente no ar. Ela atravessou a sala sem pressa. Passou por mim perto demais, o bastante para o calor do corpo dela tocar o meu, e só então a chave girou na fechadura com um clique que soou maior do que o cômodo.

Eu tinha visto ela voltar mais cedo da casa do cunhado com a boca fechada demais para quem gosta de mandar, e agora a autoridade dela estava sendo usada até o limite. Ela se virou para o espelho. Com um gesto seco, puxou o elástico da saia de treino e deixou o tecido descer pelas coxas até se acumular nos tornozelos. Não havia encenação naquele movimento, apenas ela já úmida, o tecido da calcinha escura marcado no meio, e a ordem que veio em seguida sem espaço para eu fingir que não tinha entendido.

«Ajoelha. Agora.»


Eu ajoelhei no piso frio, as palmas apoiadas na madeira, e ela avançou até a parede de espelhos com as pernas abertas o bastante para eu caber entre elas. Com dois dedos, puxou a calcinha para o lado, e o cheiro dela me bateu na cara antes mesmo de a língua tocar qualquer coisa. Ploy segurou meu cabelo com a mão esquerda. Encostou a buceta na minha boca como quem encosta um instrumento no lugar certo, e eu abri a boca para chupá-la. A língua entrou entre os lábios dela e achou o clitóris inchado, e eu a chupei com a lentidão de quem sabe que a chefe está olhando o próprio reflexo enquanto goza na cara do funcionário.

«Isso. Mais fundo.» Ela falou para o espelho, não para mim, e a voz saiu baixa, quase doce, o contraste cruel com o jeito que ela empurrou o quadril para a frente. Eu segurei as coxas dela. Os polegares abriram os lábios úmidos, e eu lambi com a língua larga, de baixo para cima, até ela tremer. O gosto era salgado e quente quando enfiei a língua dentro dela e senti as paredes se contraírem, molhadas, já prontas. Ela gemeu, e a mão no meu cabelo apertou. No espelho eu via o rosto dela, a boca entreaberta, os olhos escuros fixos na imagem de um homem mais velho de joelhos lambendo a patroa.

Fechei os lábios em volta do clitóris e puxei, e ela deu um solavanco que bateu o osso do púbis no meu nariz. Não pedi ar e continuei, a saliva escorrendo pelo queixo e misturando-se com o líquido dela até descer pela minha garganta. Ploy abriu mais as pernas. Apoiou uma mão no espelho para se sustentar e começou a foder a minha boca no ritmo dela. Cada embalo era uma ordem sem palavras, e eu deixei. O pau doía dentro da calça, duro demais, esquecido de propósito, porque naquela hora não era para eu gozar. Era para eu chupar até ela decidir que bastava.


Ela se afastou só o suficiente para eu me deitar e ela se sentar no meu rosto de verdade. Os joelhos dela encostaram no chão dos dois lados da minha cabeça, e a buceta cobriu minha boca, meu nariz, o mundo inteiro, enquanto Ploy descia o peso. Eu não podia ver o espelho agora, só a curva da barriga dela e o teto do estúdio, e o ar que eu conseguia era o ar que ela me dava entre um movimento e outro. Abri a boca o máximo que pude e deixei que ela esfregasse aquilo molhado na minha língua, no meu queixo, nos dentes. Ela sentava e levantava num vai e vem curto, usando meu rosto como se fosse um assento que ela tinha o direito de estragar.

«Não para.» A frase veio ofegante. «Chupa direito, Marcelo.»

Eu chupei, a língua dura enfiada nela enquanto ela rebolava, e o clitóris batia no meu lábio superior a cada descida. O som era obsceno e molhado, o tipo de som que um estúdio de dança não deveria conhecer depois do expediente. As coxas dela tremeram contra as minhas orelhas. Segurei a bunda dela com as duas mãos, os dedos cravados na carne, e puxei-a para baixo com mais força do que o cargo pedia. Ploy soltou um gemido alto, quase uma risada quebrada, e gozou na minha boca com o corpo inteiro se contraindo. O líquido dela escorreu pela minha língua, quente, e eu engoli o que pude enquanto ela ainda tremia, sentada na minha cara, sem me dar espaço para recuar.

Ficou assim uns segundos a mais, respirando fundo, pulsando contra a minha boca aberta. Quando levantou, um fio transparente ligou o meu queixo ao meio das pernas dela. Ela olhou para baixo e sorriu aquele sorriso curto que espera resposta. Eu não falei nada, o queixo escorrendo, o pau latejando dentro da calça. Ela passou o polegar na minha boca e meteu o dedo entre os meus lábios para eu limpar.


Ploy me puxou pela gola da camiseta até eu ficar sentado no chão, as costas no espelho. Desceu a minha calça de treino, e o pau saltou grosso, vermelho na cabeça, molhado de pré-gozo. Ela não pediu licença. Segurou a base com a mão pequena, abaixou-se no meu colo com ela ainda latejando da gozada, e encaixou a cabeça do pau entre os lábios inchados. Desceu devagar, tomando tudo, e o calor dela me envolveu de uma vez só. Eu soltei o ar pelos dentes. Ela estava apertada, encharcada, e sentou até o osso do meu quadril bater nela.

«Quem manda aqui sou eu.» Falou perto da minha boca, sem beijar. «Você não mete. Eu fodo.»

Começou a subir e descer no meu pau com o controle de quem ensaiou o próprio corpo a vida inteira. Cada descida ia fundo. Cada subida deixava a cabeça do pau quase saindo, brilhando, antes de ela engolir de novo. Os peitos pequenos balançavam sob a blusa de malha. Ela puxou o tecido para cima, deixando os mamilos escuros e duros à mostra, e segurou meus pulsos contra o espelho acima da minha cabeça. Eu deixei. A hierarquia ainda estava em pé entre nós, mesmo com o pau enterrado nela até o fim. Ploy rebolava com o quadril fazendo círculos curtos, sugando, e olhava nos meus olhos como se estivesse conferindo se eu ainda entendia quem mandava.

Eu entendia, e o entendimento doía de tesão. Ela gemeu quando o ângulo acertou o ponto dentro dela e acelerou, a bunda batendo no meu colo num som úmido e constante. O espelho atrás de mim embaçava com o calor das minhas costas. Eu queria segurar a cintura dela e foder para cima, mas as mãos continuavam presas onde ela tinha colocado. Ploy gozou de novo assim, em cima, o corpo arqueando, apertando o meu pau em pulsos fortes que quase me tiraram o controle. Não parou. Continuou sentando enquanto gozava, molhada demais, a boca aberta, os olhos marejados de prazer e de alguma coisa que ainda não tinha nome.


No meio de um movimento ela parou. O pau ficou dentro, latejando, e as mãos dela soltaram meus pulsos. Ploy respirou fundo, a testa encostada na minha, e a voz mudou. Não era mais a chefe dando ordem. Era ela pedindo.

«Me vira. Fode com força. Usa a minha boca como buraco e goza nela.» Ela não disse meu nome dessa vez. Disse a minha boca, como se a boca fosse uma coisa à parte do cargo. «Fode a boca como se eu não fosse a chefe.»

Eu a virei de quatro. O piso recebeu os joelhos dela e as palmas das mãos. Ajoelhei-me atrás, segurei a cintura estreita e enfiei o pau de uma vez na buceta aberta. Ela gritou contra o chão. Eu fodi sem a lentidão de quem espera ordem, o quadril batendo na bunda dela, o pau saindo molhado e voltando fundo, as bolas batendo na pele. Ploy empurrava para trás para encontrar cada estocada, o cabelo escuro caindo para a frente, o reflexo no espelho mostrando os peitos balançando e a boca aberta. Segurei o cabelo dela com uma mão e puxei a cabeça para cima só para ela se ver. Ela se viu naquele reflexo e gemeu mais alto.

«Mais. Não para.» A voz saiu quebrada. «Fode essa buceta.»

Eu fodi até as coxas dela tremerem, até o som molhado encher o estúdio, até sentir que ia gozar cedo demais. Tirei o pau. Ela reclamou com um gemido frustrado. Puxei-a pelo cabelo até ela virar o rosto, ainda ajoelhada, e sem avisar enfiei o pau na boca dela. A garganta recebeu. Ploy abriu, os olhos marejando de verdade agora, e eu fodi a boca como ela tinha pedido, fundo, a cabeça do pau batendo atrás da língua, a saliva escorrendo pelo queixo dela e pingando no piso. Ela engasgou e não recuou. As mãos dela foram para as minhas coxas e puxaram, pedindo mais fundo, e eu dei. O nariz dela encostou no meu baixo-ventre. Segurei a cabeça dela ali um segundo, o pau latejando na garganta quente, e soltei o bastante para ela respirar antes de meter de novo.


Tirei da boca e a virei de quatro outra vez só para entrar nela com duas, três estocadas brutais, o suficiente para ela gritar o meu nome contra o braço. Depois voltei para a boca. O pau saía da garganta dela coberto de saliva e do gosto dela mesma, e eu fodia aquele buraco com a mesma vontade com que tinha fodido o outro. Ploy olhava para cima, os olhos escuros, a máscara de chefe desfeita, e chupava quando eu deixava, a língua trabalhando a parte de baixo, a garganta se abrindo. Senti o orgasmo subir pelas coxas, pesado, inevitável.

«Abre.» A ordem agora era minha, e ela abriu a boca, a língua para fora, ajoelhada no piso do próprio estúdio. Gozei no peito dela primeiro, jatos quentes atravessando a pele entre os seios e escorrendo para a barriga. O resto foi na boca. Ela recebeu a porra na língua, nos lábios, um pouco no queixo, e engoliu o que caiu dentro. Um fio ficou pendurado no canto da boca. Passei o pau nos lábios dela para limpar o que restava, e ela chupou a cabeça num movimento lento, quase terno, que não combinava com o que a gente tinha acabado de fazer e combinava demais.

Desabei para trás, sentado no chão, o pau ainda pulando vazio. Ploy ficou ajoelhada, o peito sujo, a boca suja, vermelha e aberta entre as coxas. Por um instante nenhum dos dois falou. A caixa de som zunia, e lá fora um ônibus passou na rua molhada.


Ela chorou sem barulho. As lágrimas vieram de alívio, não de arrependimento, escorrendo enquanto ela ainda tinha a minha porra no peito. Estendi a mão, e ela deixou que eu limpasse o canto do olho com o polegar, só aquilo. Não pediu o jogo que eu já tinha sentido no corpo dela, o pedido para não ser tratada com cuidado, para não falar de dança, para não poupá-la. A frase ficou outra vez pela metade, presa atrás dos dentes. Eu não completei por ela. Completar seria virar dono do que ela ainda não tinha dito. Ela precisava da autoridade de manhã, no próximo ensaio, e precisava tê-la perdido agora sem me entregar a chave.

Ploy se levantou primeiro. Pegou a calcinha, depois a saia, depois a blusa, e vestiu tudo com as mãos firmes, o cargo voltando para a superfície como uma roupa que ainda servia se ninguém olhasse de perto. Eu tinha visto ela ceder, tinha fodido a garganta da chefe no chão do estúdio, e o próximo ensaio ia nascer disto se a gente deixasse. Passou a mão no cabelo, olhou o espelho uma última vez, e o rosto voltou ao lugar. Quase.

O celular estava na bolsa, perto da caixa de som. Ela digitou sem se esconder de mim, e eu vi o suficiente: o nome do vizinho casado, o endereço de um motel na beira da rodovia, a hora. Enviou a mensagem e a tela apagou. Ploy olhou para mim de novo, e a doçura dela estava lá, inteira, sem encenação, só o calor de quem não traduz a própria vida para ninguém.

«Amanhã o ensaio é às sete.» Falou como se o piso não estivesse manchado. «Você abre.»

Eu disse que sim. Ela pegou a chave e destrancou a porta, e o outono de São Paulo entrou pela fresta junto com o barulho da rua. A mensagem do motel estava enviada. A frase inteira, a que ela não completava em nenhum encontro, ela ia dizer quando a outra porta fechasse.