
Shan na Villa Nupcial
Conto erótico lua de melFérias12 min de leitura
Um conto de Shan Song
Shan está nos Açores a filmar um ensaio de lua de mel para o canal, na suite ao lado da villa nupcial. O homem da villa está sozinho e não diz o que aconteceu à noiva. A porta entre os dois terraços fica aberta depois do segundo copo.
A villa nupcial ficava no extremo do resort, em São Miguel, com o terraço privado virado ao mar. No fim do verão a luz ainda se aguentava depois das oito, e o ar cheirava a hortênsias molhadas e a sal. Estava sozinho naquela cama de casamento havia duas noites, sem ter dado a ninguém uma frase que servisse de explicação. Aos trinta e três anos, o silêncio da villa pesava mais do que o anel fechado na gaveta da mesa de cabeceira.
A mulher apareceu do outro lado do muro baixo com uma câmara na mão e um sorriso que lhe aquecia a boca inteira. O vestido de seda batia-lhe nas coxas, e o cabelo, preso de qualquer maneira, soltava fios que o vento da ilha lhe levava para a cara. Chamava-se Shan Song, tinha vinte e um anos, e explicou que vinha filmar um ensaio de lua de mel para o canal, sozinha, na suite ao lado. Demorou o olhar na mesa posta para dois e só depois o passou para mim, sem baixar os olhos.
«A outra pessoa vem mais tarde?» perguntou, a frase curta a pedir resposta como se o resto da conversa dependesse dela. «Ou a cama é só para as fotografias?»
Não respondi e enchi dois copos com o branco que o resort deixara no gelo, passando-lhe um por cima do muro. Ela pousou a câmara no parapeito antes de beber, o gesto atento, como se o copo frio importasse mais do que qualquer plano de ecrã. O vinho cheirava a pedra e a limão. O segundo copo chegou sem cerimónia, e a porta entre os dois terraços, que alguém deixara apenas encostada, abriu-se de todo com o vento e ficou assim, um vão escuro a unir o chão dela ao meu.
Shan atravessou descalça, o vestido a colar-se-lhe ao ventre, e sentou-se na cadeira que não era dela. O vinho já lhe corava a boca. Riu baixo quando apanhei o olhar dela na câmara pousada e devolveu-me o silêncio com uma volta pequena.
«Não filmo a villa. Filmo a luz. Serve-te?»
Aproximei a cadeira até os joelhos se tocarem de leve, e nenhum dos dois recuou. O terceiro gole aqueceu-me a garganta, e vi-lhe os peitos a erguerem-se de cada vez que o vento colava a seda ao corpo. Ela reparou e não escondeu nem o peito nem o olhar.
«Tens a porta aberta, Rui. Queres que feche?»
Disse-lhe que não. O nome soou-lhe fácil na boca, e o copo tremeu-lhe nos dedos quando me debrucei para lhe tirar uma hortênsia do ombro. A pele estava quente ao contacto. O vinho tinha-nos tornado lentos e nítidos ao mesmo tempo, e ela abriu os joelhos um palmo, o bastante para o vestido subir e me mostrar a sombra entre as coxas. Não usava cuecas. A cona já brilhava, um fio claro a descer-lhe pela pele, e ela segurou-me o pulso antes de eu tocar, a perguntar se o caminho de pedra do resort ainda tinha gente a esta hora. Respondi que sim, que a equipa passava com toalhas e gelo até às dez. Shan sorriu e abriu mais as pernas.
Ajoelhei-me entre os joelhos dela. O copo ficou na pedra do terraço, e o vestido estava já subido até à cinta. O cheiro dela misturava-se com o sal e com o branco derramado. Lambei-lhe primeiro a dobra quente, devagar, e ela segurou-me o cabelo com a mão que não trazia o copo. A cona estava inchada e molhada, os lábios escuros a abrirem-se contra a língua, e chupei-lhe o clitóris com a boca inteira até ela gemer para o mar, um som baixo que o vento espalhou pelo muro.
Passos soaram no caminho de pedra. Um homem puxava um carrinho, e a roda rangia contra o grão. Shan não fechou as pernas. Puxou-me mais para dentro e sussurrou, a voz já cortada pelo vinho e pelo gosto daquilo:
«Continua. Ele passa e não olha, ou olha. Queres que pare?»
Sacudi a cabeça contra a cona dela e meti-lhe a língua o mais fundo que pude, o nariz premido no pêlo fino, a barba a raspar-lhe a pele húmida. Ela riu um riso partido e empurrou o rabo para a frente na cadeira, a oferecer-me tudo, enquanto o carrinho se afastava com o mesmo ranger. O gosto dela era salgado e doce, e bebi-o sem pressa.
Lambei-lhe em círculos lentos e depois mais depressa, dois dedos a entrar-lhe na cona enquanto a língua trabalhava o ponto que a fazia tremer. Shan arqueou as costas, e o vestido escorregou-lhe de um peito, deixando o mamilo escuro e duro ao ar da ilha. Apertou-me a cabeça com as coxas e veio-se contra a boca, um calafrio longo que lhe molhou o queixo e a palma da minha mão. Ficou a tremer, a respirar pela boca, e ainda assim não fechou as pernas. Olhou para o caminho vazio e depois para mim, os olhos brilhantes de vinho e de tesão, e puxou-me para cima pelo colarinho.
«A porta da villa. Agora. Vens?»
Levei-a pela cintura até à porta entreaberta da villa nupcial. O vestido continuava na cinta, e a cona brilhava-lhe entre as passadas. O corredor interior cheirava a lençóis novos e a flores de quarto. Shan ajoelhou-se no limiar, onde a pedra do terraço encontrava a madeira, e abriu-me o cinto com os dedos já pouco firmes. Tirou-me o pau da cueca e olhou para ele como se estivesse a decidir o plano da noite. Estava duro, a cabeça lustrosa, e ela lambeu-me a fenda antes de me meter na boca, quente e molhada, até eu lhe bater no fundo da garganta.
Ficámos assim, ela de joelhos na porta, eu de pé com uma mão no batente e a outra no cabelo dela. Qualquer pessoa que viesse pelo caminho veria as costas nuas de Shan e a minha anca a mover-se. Ela soube. Abrandou de propósito, a língua larga por baixo, e tirou a boca só o bastante para perguntar, a voz rouca de saliva:
«Está bem assim? Ou queres mais fundo?»
Empurrei-lhe devagar e ela aceitou, os olhos húmidos virados para cima, a deixar-me usar-lhe a boca no vão da porta. O vinho ainda nos aquecia o sangue. Cada vez que o pau lhe saía, um fio de saliva unia-nos, e ela chupava-o outra vez, ávida, a mão a apertar-me os tomates.
Gemi o nome dela, e ela riu com a boca cheia, a vibração a correr-me pelo pau acima. Ouviu-se uma voz ao longe, duas mulheres a rir no caminho das hortênsias, e Shan não se levantou. Apertou-me as nádegas e mandou-me mais para dentro, a garganta a ceder, até as lágrimas lhe descerem sem protesto. As vozes passaram. Ela tirou a boca, ofegante, os lábios inchados, e limpou o queixo com o verso da mão.
«A cama de casamento. Quero-a. Levas-me?»
A cama era enorme e branca, feita para um casal que não estava ali, com almofadas a mais e um véu leve preso ao dossel. Deitei-a de costas e tirei-lhe o vestido de um puxão. Shan ficou nua, os peitos pequenos e altos, a barriga a tremer ainda do que tinha acontecido à porta, a cona aberta e brilhante entre as coxas que ela própria afastou. Beijei-lhe a boca, e ela soube-se ao gosto. Encaixei-lhe o pau na cona de um só movimento, fundo, e ela arqueou com um gemido que a almofada não abafou.
Fodi-a devagar primeiro, a sentir-lhe as paredes a puxar, molhada de mais para qualquer resistência. Depois mais forte, a cama a bater na parede da villa, o véu a oscilar. Shan cruzou as pernas nas minhas costas e pediu mais, a voz já sem a brincadeira fácil do terraço, só calor. Os peitos saltavam-lhe a cada estocada, e apanhei-lhe um mamilo na boca, a dentes, enquanto o pau ia e vinha naquela cona apertada que se agarrava a mim como se não quisesse largar. Ela olhou para o lado, para a gaveta da mesa, e depois outra vez para mim, e riu um riso curto no meio de um gemido.
«A villa faz este barulho sempre? Ou só connosco?»
Não lhe dei resposta com palavras. Peguei-lhe nos tornozelos e abri-a mais, a foder-lhe até os tomates lhe baterem no rabo, o som húmido e obsceno a encher o quarto nupcial. Shan veio-se outra vez com as unhas nas minhas costas, a cona a pulsar à volta do pau, e o rosto dela abriu-se numa expressão que não era para câmara nenhuma. Tirei-me antes de acabar, a joelho entre as pernas dela, e vim-me-lhe sobre o ventre, a porra quente a sair em fios pesados que lhe pintaram a barriga e o pêlo. Ela olhou para baixo, passou dois dedos naquilo e levou-os à boca, a provar, os olhos ainda presos nos meus.
Ficámos calados um bocado, a respiração a acalmar, o véu parado outra vez. Limpei-lhe o ventre com o lençol que não era nosso e deitei-me ao lado, a palma aberta no peito dela para lhe sentir o coração. Shan virou a cara para mim e puxou-me o lábio com o dedo, terna de um modo que o vinho já não explicava sozinho. Perguntou se a villa tinha água fresca. Fui buscá-la. Quando voltei, ela estava sentada na cama, nua, a beber do copo com as duas mãos, e o anel na gaveta fazia um pequeno volume sob a madeira que nenhum dos dois nomeou.
Mais tarde a casa de banho deitou uma luz quente para o quarto, e o mar lá fora já não se via, só se ouvia. Shan chamou-me da cama com a voz baixa e, quando me aproximei, puxou-me pela anca até eu ficar de pé junto às almofadas. Ajoelhou-se outra vez, desta vez sobre o colchão de casamento, e meteu-me o pau na boca sem pressa, a chupar-me desde a base até à cabeça, a língua a trabalhar o sítio que me dobrava os joelhos. Estava meio duro ainda do que tinha deixado no ventre dela, e ela tratou disso com paciência gulosa, os olhos fechados, a saliva a escorrer-lhe pelo queixo abaixo até ao peito.
Deixei-lhe as mãos no cabelo, e ela marcou o ritmo, fundo, até o nariz lhe bater na barriga. O quarto cheirava a sexo e a vinho azedo nos copos. Shan gemeu com a boca cheia, e a vibração puxou-me para a beira. Avisei-a, a voz já rouca, e ela não recuou. Apertou-me as nádegas e mandou-me acabar ali. Vim-me-lhe na boca com um gemido que me veio do fundo das costas, a porra a encher-lhe a língua, e ela engoliu, a garganta a trabalhar à vista, um fio branco a escapar-lhe do canto dos lábios. Limpou-o com o polegar e chupou o polegar também, depois recostou-se nas almofadas com a boca brilhante e o peito a subir.
Olhou-me durante um tempo longo, a brincadeira de volta aos olhos, e falou baixo, cada frase a pedir-me que ficasse no quarto com ela.
«Fode-me no cu. Quero sentir que fiquei. Fazes?»
A pergunta era simples e não tinha vergonha. Vi-lhe a decisão na cara, o modo como se virou de barriga para baixo e depois se pôs de gatas no meio da cama de casamento, o rabo alto, a cona ainda luzidia, o cu fechado e escuro à minha frente. Abri a gaveta da mesa só o bastante para o frasco que o resort deixara entre os chocolates, e não fechei a gaveta de todo. O anel brilhou no fundo, uma aliança lisa, e Shan viu-o por cima do ombro. Não disse nada. Empinou o rabo um pouco mais.
Passei-lhe os dedos molhados no cu, e ela baixou a cabeça para o lençol, a respirar pela boca, a aceitar o primeiro dedo até ao fundo. O anel ficou à vista na madeira aberta. Acrescentei o segundo dedo quando ela empurrou para trás, o rabo a pedir, e fodi-lhe assim um bocado, a senti-la a abrir, a ouvi-la gemer para o algodão. Tirei os dedos, alinhei o pau e entrei-lhe no cu devagar, a cabeça a vencer o anel de músculo, e Shan soltou um som fundo, partido, que não era de dor. Empurrei até ficar dentro dela por completo, os tomates contra a cona, e fiquei quieto para ela se habituar ao tamanho.
«Está. Mexe. Queres?» disse ela, a voz abafada no lençol, e comecei a foder-lhe o cu com passadas longas, a ver o pau desaparecer naquele aperto escuro. Shan gemia a cada vez que eu ia fundo e metia a mão por baixo do corpo para se tocar na cona, os dedos rápidos no clitóris enquanto o cu lhe chupava o pau. O quarto encheu-se daquele ritmo. A cama voltou a bater. Peguei no anel da gaveta com a mão livre, a aliança fria entre os dedos, e sem sair de dentro dela tomei-lhe a mão esquerda, a que se agarrava ao lençol, e meti-lhe o anel no dedo anelar. O ouro assentou. Shan olhou para a mão, o cu ainda cheio de mim, e não o tirou. Fechou os dedos em volta da aliança e empurrou o rabo para trás, a mandar-me mais fundo, a aceitar as duas coisas ao mesmo tempo.
Fodi-a assim, o anel a brilhar-lhe em cada estocada, o cu apertado a puxar-me a porra para dentro. Ela veio-se com os dedos na cona e o anel fechado na palma, um tremor que lhe fechou o cu à volta do pau e me arrastou com ela. Vim-me-lhe lá dentro, fundo, a despejar-me no rabo enquanto ela gemia o meu nome contra o lençol da cama que não era nossa. Fiquei-lhe em cima, a respirar-lhe no cabelo, o pau a amolecer-lhe no cu, e ela não abriu a mão. O anel ficou. Quando saí dela, um fio escorreu-lhe pela cona abaixo, e ela riu, cansada, e virou-se de lado com a mão esquerda pousada no meu peito, o ouro a tocar-me a pele.
De manhã a luz de São Miguel entrou direita e crua, sem o véu da véspera. Shan dormia de lado, nua, o anel ainda no dedo, o cabelo a tapar-lhe metade da cara. A câmara estava na suite ao lado, onde ela a tinha deixado depois do segundo copo, e o ecrã do telemóvel dela, virado para cima na mesa, não mostrava qualquer publicação nova. Levantei-me sem ruído e vesti-me. Ela acordou quando fechei o cinto e olhou para mim a partir da cama enorme, a voz ainda rouca, a perguntar se ia ao porto. Disse-lhe que sim. Não disse se voltava.
Shan sentou-se, puxou o lençol contra o peito e tirou o anel do dedo com calma, a olhar para ele como se pesasse mais à luz do dia. Meteu-o no bolso interior da mala pequena que tinha trazido da suite, um gesto seco, e o ouro desapareceu entre a roupa. Disse, as frases curtas outra vez, que não publicava o vídeo da villa. Que o rascunho ficava no telemóvel. Que à tarde embarcava num cruzeiro para não regressar já aos iates. Perguntou se eu queria café antes de descer. Sacudi a cabeça. Beijei-lhe a testa, onde o cabelo estava quente de sono, e saí para o corredor com o cheiro dela ainda nas mãos. A porta da villa nupcial fechou-se às minhas costas, e o caminho de pedra descia na direcção do porto, o mar já alto, o fim do verão assente sobre a ilha como uma mão.