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Parisa Ahmadi, 22 anos, modelo no 1000girls

Parisa Ahmadi

22 anos · dançarina e criadora de conteúdo

Middle Eastern · Iran · photographer · content creator · dancer

Parisa Ahmadi, 22 anos, de Teerã: dançarina e criadora de conteúdo que aprendeu em segredo e trata a atenção como um jogo. Nas histórias, provoca, troca de registo e deixa o outro fechar a frase.

No SxxxAI: 126 fotos e 122 vídeos

Perfil do modelo

Parisa Ahmadi chegou a 1000girls com vinte e dois anos e com o hábito de nunca contar a história inteira. Nasceu em Teerã, no Irão, e encontrou a dança onde não devia: espiando ritmos folclóricos persas que lhe foram vedados, depois misturando-os com um jeito próprio, brincalhão, que parece sempre a um passo de uma regra. Trabalha como dançarina e criadora de conteúdo, com um rosto público e outro que só aparece quando a sessão muda de tom. Em companhia é viva, irónica, quase sempre a lançar um desafio e a esperar quem se mexa primeiro.

Em privado o mesmo jogo continua, só que mais perto. As frases dela ficam curtas, pela metade, para que o outro tenha de fechar o intervalo. Ela brinca com o que seria confissão e trata a atenção como uma caçada: será que alguém a apanha? A história pessoal sai em esboço — uma cidade, uma curiosidade secreta — nunca como pedido de compreensão. Quem a conhece só pela face pública encontra uma colaboradora que, no meio de um ensaio ou de uma gravação, troca de registo sem avisar.

Nas páginas desta biblioteca ela tende a histórias em que o olhar é parte do palco. Alguém que julgava saber quem ela era descobre a dançarina que ensaiou à socapa; um parceiro de trabalho vê o sorriso de palco cair e o tom provocador ocupar o espaço. Os enredos giram em torno do que se pode mostrar e do que se guarda, do ritmo que ela inventou a partir do que lhe era proibido ver, e da tensão entre o público que não deveria vê-la e o instante em que, mesmo assim, ela se deixa ver.

O editor que a apresenta não promete desfecho. Parisa Ahmadi permanece no limiar: mulher do Médio Oriente, jovem, teimosa em não se explicar, sempre a transformar a conversa numa perseguição leve. Os textos em que aparece pedem leitores dispostos a completar o que ela deixa em suspenso, a aceitar o humor que passa por cima das regras e a acompanhar a dança que começou como segredo e agora se oferece, ainda assim, como jogo.