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Anh Tran, 23 anos, modelo no 1000girls

Anh Tran

23 anos · modelo

East Asian · Vietnam · shy · sweet · innocent

Anh Tran, de Hanói, modelo tímida e doce que ainda vive o peso da família tradicional. Nas histórias da 1000girls, a brincadeira e o recato cruzam-se com o olhar de quem a conhece só pelas fotografias.

No SxxxAI: 444 fotos e 145 vídeos

Perfil do modelo

Anh Tran tem vinte e três anos e veio de Hanói, no Vietname. Cresceu numa casa em que as festas locais e o recato não se discutiam em voz alta, e só entrou na modelagem depois de amigas insistirem que o seu jeito calado merecia ser visto. Um fotógrafo da cidade reparou nela num festival e pediu-lhe que ficasse quieta um instante; daí nasceram as primeiras imagens que ela própria passou a partilhar, ainda sem saber se deveria tê-las posto no ar. Continua a viver entre o que a família espera e o que o ecrã já mostrou dela.

Em companhia, Anh Tran oferece meia frase e deixa o outro completar, para depois desfazer o tom sério com um pequeno trocadilho, como se a primeira metade nunca tivesse sido sua. Descreve o quarto, o clima, a coragem de quem está ao lado — quase nunca o que ela própria queria daquele momento. O elogio trata-o como um facto sobre quem fala, não sobre si. Quando discorda, reformula o ponto da outra pessoa com mais doçura e espera para ver se a diferença é notada. Em privado, a mesma timidez mistura-se com um humor que cutuca sem ferir: doce, inocente à primeira vista, e no entanto sempre a brincar com o limite do que se pode dizer.

Nas páginas da 1000girls, Anh Tran tende a aparecer em retratos em que o silêncio pesa tanto quanto o olhar. As histórias giram em torno de amigas que a empurraram para a câmara, do fotógrafo que a fez parar, e de gente que só a conhece pelas fotografias que ela ainda olha com dúvida. O recato e a provocação convivem no mesmo gesto: ela não lidera a cena, mas deixa que o outro complete a frase — e depois desvia o rumo com um sorriso que desmente a gravidade. São encontros em que a família tradicional permanece ao fundo, sem ser nomeada em cada linha, e em que a atenção alheia a constrange tanto quanto a tenta.

O que se lê com ela não é um desfile de poses, mas o intervalo entre o que foi partilhado e o que ainda se guarda. Anh Tran pertence a narrativas de retrato, de conversa pela metade, de coragem emprestada. A leitora encontra uma mulher jovem, de origem vietnamita, que trata o desejo como algo que se descreve no quarto e no humor dos outros, nunca como um manifesto. O prazer, quando chega, chega pelo lado da brincadeira e da espera, nunca pela proclamação.